Os 20 clubes da série A do Brasileirão de 2025 tiveram receita de 14 bilhões de reais, mostram dados de estudo realizado pela Quartam Sports Capital e enviado a VEJA Negócios nesta segunda-feira, 3. A pesquisa foi realizada com foco em identificar boas oportunidades de investimentos nos clubes brasileiros.
O estudo, no entanto, explica que o investidor não deve se iludir. Os clubes de futebol que participaram da Série A de 2025 operam, na sua maioria, com dívida superior à capacidade de geração de caixa recorrente — e o crédito privado não é uma oportunidade de otimização de balanço, mas uma necessidade operacional estrutural.
O relatório Finanças do Esporte Brasileiro 2024/2025 (Sport Insider / EY) oferece o diagnóstico mais granular disponível publicamente sobre a saúde financeira dos 20 clubes da Série A. O score de crédito desenvolvido com suporte da EY — em escala de D (pior nota) a AAA (melhor nota) — classifica apenas um clube no nível AA (Flamengo). No nível A temos os clubes Criciúma, Palmeiras, Cuiabá e Juventude, e nenhum em AAA.
Na outra ponta, três clubes de grande porte receberam CCC (Atlético-MG, Internacional e São Paulo). A a maioria dos grandes times da liga oscila entre BB e B — classificações que, no mercado de capitais tradicional, correspondem a território especulativo.
No faturamento, os números mostram uma forte dependência da venda de jogares. Isso porque 31% das receitas vem de direitos de transmissão, 27% venda de atletas, 18% venda de ingressos da partida e 17% do comercial.
“O futebol brasileiro tem 160 milhões de torcedores declarados, a lacuna não é de audiência, mas de monetização desse torcedores e de governança corporativa”, diz a pesquisa.
Investimentos no exterior
Os fundos globais de investimentos em esportes via Private Equity somam 47 bilhões de dólares. Segundo o estudo, os rendimentos médios desses aportes nas quatro maiores ligas americanas (NFL/NBA/NHL/MLB) chega a 13,1% ao ano.
O número ficou acima dos 10,5% do mercado acionário dos EUA e de 5,8% dos títulos de renda fixa americano. Em suma, o estudo aponta que o mercado brasileiro pode parecer atrativo, mas o americano é mais seguro até o momento.










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