- A CBF passou a usar o impedimento semiautomático no Brasileirão, gerando atenção dos torcedores nas primeiras revisões de VAR.
- Embora a tecnologia seja similar à da FIFA, a transmissão nacional exibe apenas a imagem final com linhas e posições dos jogadores.
- No Mundial, o sistema mostra a animação completa em 3D, desde o instante exato do passe até a jogada.
- A CBF informou que, nas próximas rodadas, alinhará a fornecedora para incluir a exibição do momento do passe, aproximando‑se do modelo da FIFA.
O impedimento semiautomático começou a ser utilizado no Campeonato Brasileiro e chamou a atenção dos torcedores durante as primeiras revisões do VAR. Mesmo sendo utilizada uma tecnologia parecida com a que foi empregada na Copa do Mundo, o sistema adotado pela CBF apresenta diferenças importantes em relação ao modelo da Fifa.
O que muda entre o impedimento semiautomático da CBF e da Fifa?
A principal mudança entre os sistemas adotados pelas entidades está na forma como a decisão é exibida na transmissão. A tecnologia utilizada no Mundial mostra a animação completa da jogada, desde o momento exato do passe e a reconstrução do momento em 3D, enquanto a versão implementada no Brasileirão apresenta apenas a imagem final com as linhas e a posição dos jogadores.
Segundo a CBF, essa diferença será corrigida nas próximas rodadas. A entidade informou que já solicitou e está alinhando com a fornecedora da tecnologia para incluir também a exibição do momento do passe, aproximando a animação da utilizada nas competições da Fifa.


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Auxílio do VAR nas decisões
Além disso, o sistema brasileiro também possui diferenças operacionais. A tecnologia semiautomática auxilia a equipe do VAR ao identificar rapidamente a posição dos jogadores e gerar as linhas de impedimento, mas a decisão final continua sendo validada pelos árbitros de vídeo.
Na Copa do Mundo, a Fifa utilizou um conjunto de equipamentos com câmeras exclusivas de rastreamento e sensores instalados na bola para identificar com precisão o instante do passe. No Brasileirão, apesar de a tecnologia também utilizar inteligência artificial e rastreamento da posição dos atletas no campo, o modelo foi adaptado à infraestrutura dos estádios do país, que não contam com a quantidade necessária de câmeras e sistemas de tecnologia para automatizar as decisões por completo.
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Por que o Brasileirão não usa o mesmo sistema da Copa do Mundo?
Apesar da CBF ter consultado a Hawk-Eye, empresa responsável pela tecnologia de impedimento semiautomático utilizada pela Fifa nas Copas do Mundo e pelo fornecimento de equipamento ao VAR brasileiro, o acordo não avançou por questões contratuais. Com isso, a entidade optou por contratar a Genius Sports.
A expectativa da CBF é que, após os ajustes, o sistema ofereça maior transparência e reduza o tempo de revisão dos lances, mantendo a precisão nas decisões de impedimento.
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Pela segunda vez em 16 anos, a Espanha levantou a taça da Copa do Mundo neste último domingo (19). Mas algo que os torcedores não imaginam é que a taça que será exposta na federação espanhola não é a mesma que os jogadores beijaram e exibiram no MetLife Stadium, em Nova Jersey, Estados Unidos. O objeto pertence à Fifa e só fica com as seleções campeãs durante a premiação e compromissos oficiais que seguem o título.
A seleção espanhola teve a taça em mãos na festa no gramado, no retorno a Madri e nas celebrações organizadas na capital da Espanha. Depois que a agenda de comemorações termina, o troféu volta à custódia da entidade. Em troca, a federação campeã recebe uma réplica banhada a ouro, que fica em seu acervo permanente como lembrança da conquista.
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