O Brasileirão de pontos corridos faliu. E representantes da CBF, organizadora do campeonato nacional, não ficam nem com as bochechas vermelhas ao direcionar as últimas três rodadas para agradar Flamengo e Palmeiras, os clubes mais ricos do país.
Neste ano, não satisfeita em tentar produzir uma “final” entre as duas possantes equipes na 36ª rodada, ainda reproduziu os adversários dos dois nos jogos derradeiros do certame.
Após o duelo entre eles, Urubus e Porcos enfrentarão Chapecoense e Coritiba nas duas últimas rodadas. Deve ter sido a solução encontrada pela organizadora para não desagradar nenhum dos ricaços e evitar que um deles enfrentasse um time mais forte do que o outro nos confrontos finais.
A manobra só comprova: até a CBF sabe que Fla e Palmeiras serão os campeões, antes do Brasileirão começar. É um modelo feito para os mais ricos. No máximo, vence algum outro clube eventualmente turbinado com doping financeiro (Fluminense–Unimed, Atlético-MG–MRV, Botafogo-Textor).
O que salta aos olhos é a paciência de clubes como Grêmio, Inter, Vasco, Bahia, Athletico-PR e, mais recentemente, São Paulo, Santos, Corinthians, entre outros, que toparam virar coadjuvantes e têm entrado no Brasileirão para “fazer 45 pontos”.
“Ah, mas pontos corridos é mais justo”. Certo. O Flamengo tem orçamento anual de quase R$ 2 bilhões. Grêmio e Inter têm orçamentos que giram entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões, sendo otimista. O mesmo vale para Santos, São Paulo, Fluminense (pós-Unimed), Bahia, etc.“Ah, mas na Europa é assim”. Certo. Lá o Bayern de Munique ganha 9 entre 10 campeonatos na Alemanha. Emocionante!
O mata-mata não garante variação de campeões, mas traria, ao menos, maior possibilidade de voltarmos a ver diferentes clubes levantando a taça mais importante do país. E outra: o que será que querem os torcedores?










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