Horta volta a indicar o caminho


O SC Braga entrou da forma que queria na 1ª mão da 3ª pré-eliminatória da Conference League. Na receção ao Dinamo Minsk, Ricardo Horta voltou a ser decisivo da marca dos onze metros (1-0), deixando os Gverreiros na frente para o jogo da próxima semana. Sem deslumbramentos, a verdade é que a turma lusa podia partir com uma vantagem mais robusta e outra tranquilidade para a deslocação a Beroe – Bulgária – cidade que ser casa dos bielorrussos.

Foi com ligações constantes, jogadas a toda a largura do terreno e domínio territorial que os minhotos desataram a ação. Adrian Bajrami foi a grande novidade – estreia a titular – num onze praticamente inalterado em relação à goleada ante o Zeleznicar Pancevo. Nestes moldes e notoriamente com a equipa mais consolidada no seu processo coletivo, Carlos Vicens viu Gabriel Silva e Huseibasic a imprimir dinâmicas como se há muito jogassem na Pedreira.

O ala brasileiro foi um acelerador constante a partir da esquerda, o bósnio deambulou entre o miolo e a meia direita no apoio a Ricardo Horta e Pau Victor. Por falar nesta dupla luso-espanhola, foi a partir dela que os primeiros momentos de suspense chegaram: coube ao ex-Barcelona não dar com o alvo em dois momentos de grande química com o capitão dos arsenalistas.

Pau Victor demonstrou-se perdulário durante o primeiro tempo @Rogério Ferreira / Kapta+

Dois avisos promissores dados em 18′, que acabaram por não ter sequência até perto do intervalo. Apesar das ligeiras melhorias, o Dinamo Minsk apenas por uma vez logrou uma transição rápida bem-sucedida e um remate a partir de um livre da autoria de Evgeniy Malashevich que Bernardo Fontes se limitou a encaixar.

Com o seu melhor marcador, Karen Vardanyan, no banco de suplentes, o vice-campeão bielorrusso viria a sofrer o castigo de tão pouca capacidade para incomodar os minhotos. Tal como nos primeiros dois jogos, a festa surgiu através de uma grande penalidade.

Gabriel Silva trocou as voltas à oposição, acabou derrubado à margem da lei e Ricardo Horta, nada incomodado com a situação, selou a vantagem e o terceiro jogo consecutivo a marcar nos primeiros três desafios da temporada.

No regresso dos balneários, Aleksandr Shagoyko lá colocou Vardanyan em campo, o camisola 10 até começou por dar um ar da sua graça nos primeiros instantes, mas nem por isso o controlo e conforto dos Gverreiros foi colocado em causa. Diogo Travassos também surgiu no reatar na vez de Gabriel Silva – mexida algo surpreendente dada o contributo do brasileiro – , mantendo a toada impactante do colega de setor.

Faltou dobrar para tranquilizar

Com o flanco esquerdo mais ativo, Pau Victor tentou o golo de calcanhar em mais uma oportunidade gorada pela desinspiração denotada pelo espanhol. Apesar das boas e constantes trocas de bola no último terço, a vantagem mínima e a cerimónia para definir na hora de finalizar iam inquietando uma plateia arsenalista muito bem identificada com os cânticos da claque afeta ao clube minhoto.

Nos minutos seguintes, Sokolovski, outro dos elementos que foram a jogo no decorrer da segunda parte, assustou no mini-período mais positivo dos visitantes, acabando por motivar Carlos Vicens a efetuar uma dupla alteração. Já com Diego Rodrigues e Fran Navarro em campo, o golo pairou novamente por culpa do camisola 9: se à primeira não foi a tempo da «limpeza» de Ivan Schimakovich, a segunda em modo vólei saiu a rasar o poste.

Até ao fim, não se viram mais oportunidades para fazer mexer o resultado, o que significa que o SC Braga terá de lidar com a eventual reação dos bielorrussos na discussão da eliminatória.

Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação

Ricardo Horta (SC Braga): Mais uma vez decisivo no sucesso da equipa com mais uma conversão de penálti, o 21 dos minhotos foi o elemento mais regular da frente de ataque. Antes de marcar, já havia servido Pau Victor com primor, mantendo a batuta assumida numa segunda parte que não contou com festejos.

O árbitro

Christian-Petru Ciochirca viveu uma noite tranquila na Pedreira. Regular no critério e sereno na hora de partir para as admoestações disciplinares, o juiz austríaco esteve bem na hora de assinalar grande penalidade.

Incidentes: O filme do jogo

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Onze do SC Braga: Bernardo Fontes, Víctor Gómez, Sergio Barcia, Vitor Carvalho, Adrian Bajrami, Gorby Baptiste, João Moutinho, Denis Huseinbasic, Pau Victor, Ricardo Horta, Gabriel Silva

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Onze do Dinamo Minsk: Ivan Shimakovich, Aleksei Vakulich, Aleksei Ivanov, Hleb Hurban, Vladislav Kalinin, Aliaksei Zhechko, Fawaz Abdullahi, Aleksandr Selyava, Evgeniy Malashevich, Moustapha Djimet, Leonard Gweth

1′:

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Começou a partida

18′:

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SC Braga: Pau Victor em mais um lance na cara dos guardar-redes adversário, mas o remate de pé direito saiu por cima. Mais uma enorme jogada de entendimento entre o avançado espanhol e o capitão Ricardo Horta

23′:

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O SC Braga domina a seu belo prazer, sendo dono e senhor da posse da bola e já criou algumas oportunidades, nomeadamente, por Pau Víctor. O avançado espanhol tem sido perdulário e mantém-se o nulo no marcador. O Dínamo Minsk não consegue segurar a bola por muito tempo e apenas se aproximou da baliza de Bernardo Fontes por uma ocasião e sem perigo.

30′:

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SC Braga: Vitor Carvalho sozinho na área, na sequência do pontapé de canto, conseguiu cabecear, mas a bola foi contra um defesa adversário.

41′:

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SC Braga: Pau Victor outra vez com hipótese de faturar. A bola não vinha fácil, pois foi bombeada e o avançado cabeceou por cima da baliza dos bielorrussos.

44′:

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GOLO SC Braga: Ricardo Horta marca de grande penalidade! Remate forte e colocado, sem hipóteses de defesa. O capitão coloca os minhotos em vantagem. Ricardo Horta marca o seu 3º golo na prova (3 jogos) Ricardo Horta marcou o seu 162º golo na equipa (481 jogos)

45 +2′:

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O resultado ao intervalo (1-0) apenas peca por escasso, tal foi o domínio dos Guerreiros do Minho nesta etapa inicial do encontro. O conjunto de Carlos Vicens dispôs de várias oportunidades de golo, principalmente, por intermédio de Pau Víctor, que se entende às mil maravilhas com Ricardo Horta, mas a pontaria do avançado espanhol está descalibrada. O golo da vantagem chegou, finalmente, perto do apito para o descanso pelo inevitável Ricardo Horta. Gabriel Silva rompeu pela esquerda, rematou e a bola embateu no braço de um defesa do Dínamo Minsk. O árbitro austríaco assinalou a grande penalidade e o capitão não perdoou, colocando os bracarenses em vantagem e apontando o terceiro golo consecutivo de penálti, neste início de temporada.

73′:

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O SC Braga controla as operações do encontro e vai criando algumas oportunidades para marcar, no entanto Pau Víctor está a ter uma noite complicada em termos de finalização e vai perdoando, mantendo-se a vantagem mínima para os Guerreiros do Minho.

84′:

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SC Braga: Fran Navarro servido por Víctor Gómez desviou ao primeiro poste, mas foi demais e a bola perdeu-se pela linha de fundo junto ao segundo poste.

Fim de Jogo:

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O árbitro apita para o final da partida

Fim de Jogo:

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Vitória justa do SC Braga, por 1-0, porém o resultado podia ter sido mais dilatado, tal foi a diferença em campo. Assim, os minhotos seguem para o jogo da 2.ª mão, na Bielorrússia apenas com a vantagem mínima. A equipa de Carlos Vicens criou várias oportunidades para marcar, mas, especialmente, Pau Víctor teve uma noite para esquecer, tal foi o desperdício em situações claras de golo. Ricardo Horta voltou a dar o exemplo e fez o único golo do encontro, convertendo um penálti com sucesso. Os minhotos não permitiram qualquer aproximação perigosa do Dínamo Minsk, tendo controlado totalmente o jogo e dominando a posse de bola.

Melhor em campo:

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Ricardo Horta (SCB) foi, para a redação do zerozero, o melhor jogador em campo. O avançado português realizou mais uma exibição bastante competente, estando constantemente envolvido nos lances de ataque da equipa, combinando de forma, quase, perfeita com Pau Víctor e da marca dos onze metros voltou a mostrar frieza para enganar o guarda-redes adversário e dar uma vantagem preciosa ao SC Braga para a 2.ª mão desta 3.ª pré-eliminatória da Liga Conferência.



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