A grife e a gafe: veja os fatos que marcaram as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026


Rodada é marcada por gala, falhas e chances desperdiçadas que resultaram em eliminações

8 jul
2026
– 14h21

(atualizado às 14h26)

As oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 renderam contrastes entre as seleções, mas também influências fora dos gramados. De craques chamando a responsabilidade e mudando o rumo da partida até chances desperdiçadas, o Mundial vai encaminhando-se para seu final.

De um lado, estrelas e jovens prodígios resolvendo. Do outro, a influência política e os erros que custaram a continuidade no torneio e fizeram seleções voltarem para casa. Veja quais foram as grifes e as gafes das oitavas da Copa.

Grife: Em poucos toques, ele decide

Erling Haaland mostrou, em poucos toques, o seu poder de decisão. No confronto contra o Brasil, no último domingo, válido pelas oitavas do Mundial, o craque norueguês marcou duas vezes, no segundo tempo e com 10 minutos de diferença para garantir a vitória da seleção nórdica.

Para quem assiste, a impressão é de que o atacante anda em campo e os número comprovam isso. A jogada do primeiro gol é surpreendente, o camisa 9 observa seus companheiros trocando passes enquanto anda calmamente até notar como a jogada estava sendo construída e começar a trotar. Quando vê o lançamento de Schjelderup acelera rapidamente e ganha na disputa área com Gabriel Magalhães cabeceando para o fundo da rede.

Na partida, Haaland tocou apenas 45 vezes na bola, finalizando 4 vezes na meta, sendo duas dessas certeiras.

Grife: Os dois gols em dois minutos de Bellingham

Harry Kane foi celebrado como o nome da classificação da Inglaterra para as quartas de final com a tranquilidade do terceiro gol inglês sobre o México. Entretanto, a atuação de Jude Bellingham foi espetacular.

O camisa 10 abriu o placar para os ingleses aos 36 minutos do primeiro tempo, cabeceando para o fundo da rede após o cruzamento de Saka.

Apenas dois minutos depois, aos 38, apareceu novamente, recebendo a bola de Kane e mandando para o gol.

Nesta Copa, o meia já marcou 4 vezes. As duas últimas contra o México, uma vez contra Croácia e um sobre o Panamá, além de uma assistência.

Grife: Messi brilha e Argentina vira

Quem assistiu o confronto entre Argentina e Egito surpreendeu-se. Quebrando o favoritismo prévio dos hermanos, os egípcios abriram o placar aos 15 minutos do primeiro tempo, com gol de Yasser Ibrahim. Pouco tempo depois, ficou nos pés de Messi o empate, mas ele desperdiçou errando a cobrança de pênalti, a segunda no Mundial.

Pressionados, os argentinos sofreram durante todo o jogo e viram aos 67 minutos a vantagem do Egito aumentar com o gol de Zico – que no começo do segundo tempo teve um gol anulado.

Faltando pouco mais de 10 minutos para o jogo acabar e decretar a histórica classificação do Egito, Romero aparece e marca de cabeça, após assistência de Messi.

Aos 83 minutos de jogo, ele aparece novamente. Lionel Messi marca chutando da entrada da área para o fundo do gol. Ao iniciar e encerrar a jogada, empatou o jogo e chegou ao seu 21º gol em Copas, isolando-se na artilharia.

Nos acréscimos, Enzo Fernández mudou o rumo da partida que estava indo para a prorrogação. Recebendo passe de Lautaro, cabeceou e virou o jogo.

Gafe: Brasileiros desperdiçam chances e voltam para casa

O Brasil teve diversas chances com a bola no pé de seus jogadores para marcar no confronto contra a Noruega, nas oitavas, mas acabou não aproveitando todas elas.

A primeira e mais clara das oportunidades veio com o pênalti sofrido por Matheus Cunha. Bruno Guimarães foi o escolhido de Carlo Ancelotti para a batida, mas chutou mal e a bola parou no goleiro norueguês.

O técnico queria mais e por isso, colocou Endrick em campo. A melhor chance da partida caiu nos pés do jovem atacante. Com lançamento de Vini Jr ficou de frente para o goleiro mas concluiu mal e a bola foi para fora.

Gafe: Goleiro americano falha em gol belga

A suspensão do cartão de Balogun não gerou efeitos na Bélgica, que goleou os Estados Unidos e eliminou o último país sede.

Um dos gols belgas foi protagonizado por uma falha bizarra do goleiro Matt Freese. Aos 11 minutos do segundo tempo, quando a partida já estava 2 a 1, o arqueiro tentou sair jogando rapidamente e acabou perdendo a bola fora da área. Vanaken conseguiu pegar e finalizar livre para o terceiro gol belga.



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