Antes favorito para apitar final da Copa, árbitro brasileiro perde prioridade com classificação da Argentina


Apitar uma final de Copa do Mundo é considerado um dos maiores marcos da carreira de um árbitro. Mas o brasileiro Wilton Pereira Sampaio, que até poucos dias era apontado como um dos principais candidatos para comandar a decisão do Mundial de 2026, teria perdido a prioridade após a classificação da Argentina para a final contra a Espanha, marcada para domingo (19).

Embora o regulamento da Fifa não impeça a escalação de árbitros da mesma confederação continental das seleções finalistas, a entidade pretende evitar que um representante da Conmebol esteja no comando da partida. A avaliação é de que a histórica rivalidade entre Brasil e Argentina poderia gerar questionamentos e aumentar a pressão sobre a arbitragem. A seleção argentina já teve nesta copa polêmicas envolvendo a arbitragem.

A decisão costuma ser comunicada poucos dias antes da partida pelo presidente do Comitê de Árbitros da Fifa, o italiano Pierluigi Collina.

Favorito antes da definição da final

Antes da classificação argentina, Wilton aparecia entre os nomes mais cotados para apitar a decisão. O brasileiro também foi escolhido para comandar a abertura da Copa do Mundo, entre México e África do Sul, partida marcada pela expulsão de três jogadores.

Ao longo do torneio, ele também dirigiu os confrontos entre Noruega e Senegal, pela fase de grupos, e Holanda e Marrocos, pelos 16 avos de final. A permanência de Wilton nos Estados Unidos, mesmo após a eliminação do Brasil, reforçou as especulações de que poderia ser o escolhido para a final.

Agora, com a presença da Argentina na decisão, há uma maior possibilidade de o brasileiro ser escalado para a disputa do terceiro lugar, entre França e Inglaterra, no sábado (18), em Miami.

A preocupação da Fifa em evitar um árbitro sul-americano na final não é uma regra da competição e nem sempre foi seguida. Em 1986, quando a Argentina conquistou o título sobre a Alemanha, o responsável pela arbitragem foi justamente o brasileiro Romualdo Arppi Filho.

Desta vez, porém, a entidade entenderia que o contexto é diferente, diante do aumento da rivalidade entre brasileiros e argentinos nos últimos anos, o que poderia provocar críticas à arbitragem independentemente de seu desempenho.

Caso fosse escolhido para a decisão, Wilton se tornaria apenas o terceiro brasileiro a apitar uma final de Copa do Mundo. Antes dele, Arnaldo Cezar Coelho comandou a decisão de 1982, vencida pela Itália sobre a Alemanha, e Romualdo Arppi Filho, já citado, que esteve à frente da final de 1986.



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