O ex-presidente da instituição Sepp Blatter criticou, nesta quarta-feira (29), os planos anunciados.
Segundo ele, o torneio não é um ativo comercial que pertence a um pequeno grupo de dirigentes, e sim, uma parte de um patrimônio cultural do futebol mundial.
Na terça-feira (28), a Fifa informou que pretende criar uma subsidiária para administrar a Copa do Mundo e outros eventos organizados pela entidade. O plano prevê a oferta de até 20% de participação na nova empresa a investidores externos.
Blatter afirmou estar chocado com a proposta e que jamais concordaria com tal iniciativa enquanto estava no comando, e foi direto ao afirmar que a “Fifa é a guardiâ da Copa do Mundo, não sua proprietária”. E acrescentou que a transformação da instituição em uma estrutura corporativa orientada pelo lucro, perderia sua alma.
O futebol não pertence a nenhum indivíduo nem a nenhuma instituição. Ele pertence ao povo
A proposta criou uma reação negativa das autoridades do futebol europeu, inclusive da Uefa, e acusou tal ato como “colocar o esporte à venda”
“Se a Fifa fosse transformada em uma estrutura corporativa orientada pelo lucro, perderia sua alma”, acrescentou Blatter, que presidiu a entidade por 17 anos, até 2015.
Na visão do ex-dirigente, a atuação de investidores em busca de influência e retorno financeiro é incompatível com o modelo das associações esportivas, que precisam priorizar os interesses de seus associados.











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