França e Espanha se enfrentam nesta terça-feira, às 16h, no estádio de Dallas, por uma vaga na final da Copa do Mundo. A seleção francesa chega à terceira semifinal seguida de Mundial após vencer o Marrocos por 2 a 0, com mais um gol de Kylian Mbappé, que soma oito na competição. A Espanha passou pela Bélgica por 2 a 1, sofreu seu primeiro gol no torneio e tenta voltar a uma decisão de Copa pela primeira vez desde 2010.
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A França deve ter Maignan; Koundé, Upamecano, Saliba e Digne; Tchouaméni e Rabiot; Dembélé, Olise e Doué; Mbappé. Tchouaméni voltou a ficar disponível após lesão muscular, mas Manu Koné ainda pode ser mantido. A Espanha deve ir a campo com Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri e Fabián Ruiz; Lamine Yamal, Dani Olmo e Álex Baena; Oyarzabal. A principal dúvida de Luis de la Fuente é manter Fabián ou recolocar Pedri no meio.
O GLOBO comparou os 11 prováveis titulares por função. Cada duelo considera três critérios: desempenho nesta Copa, rendimento na temporada 2025/26 e peso da carreira.
Goleiros: Mike Maignan (Milan) x Unai Simón (Athletic Club)
Unai Simón tem o mérito de comandar a defesa menos vazada da Copa, mas Maignan chega em momento igualmente forte, com três jogos seguidos sem sofrer gol no mata-mata. O francês foi mais exigido em duelos de maior pressão recente e tem temporada de clube superior. Na carreira de seleção, o título europeu de Unai pesa, mas, no conjunto, Maignan leva a comparação.
Nesta Copa: Mike Maignan
Na última temporada: Mike Maignan
Na carreira: Unai Simón
Placar: Mike Maignan 2 x 1 Unai Simón
Laterais-direitos: Jules Koundé (Barcelona) x Pedro Porro (Tottenham)
Pedro Porro venceu a disputa com Marcos Llorente e dá à Espanha mais profundidade, cruzamento e associação com Yamal pelo lado direito. Koundé, porém, é mais completo defensivamente e mais acostumado a jogos desse tamanho, além de ter feito temporada muito consistente no Barcelona. O espanhol leva o impacto ofensivo nesta Copa; o francês vence pela temporada e pela carreira.
Nesta Copa: Pedro Porro
Na última temporada: Jules Koundé
Na carreira: Jules Koundé
Placar: Jules Koundé 2 x 1 Pedro Porro
Zagueiros: Dayot Upamecano (Bayern de Munique) x Pau Cubarsí (Barcelona)
Cubarsí virou um dos símbolos da juventude espanhola nesta Copa, com maturidade impressionante para sair jogando e defender longe da área. Upamecano tem mais força física, mais carreira e mais experiência em fases finais, mas o espanhol chega em melhor momento no Mundial e em uma temporada de afirmação muito forte no Barcelona. É um duelo apertado, mas Cubarsí leva pela ascensão recente.
Nesta Copa: Pau Cubarsí
Na última temporada: Pau Cubarsí
Na carreira: Dayot Upamecano
Placar: Dayot Upamecano 1 x 2 Pau Cubarsí
Zagueiros: William Saliba (Arsenal) x Aymeric Laporte (Athletic Club)
Laporte dá à Espanha saída limpa, experiência e serenidade, além de uma carreira construída em alto nível por Manchester City, seleção espanhola e agora Athletic. Saliba, no entanto, chega em patamar superior hoje. É um dos zagueiros mais seguros da Copa, fez temporada forte pelo Arsenal e parece mais preparado para lidar com profundidade, velocidade e duelos físicos. Laporte leva a carreira; Saliba, o momento.
Nesta Copa: William Saliba
Na última temporada: William Saliba
Na carreira: Aymeric Laporte
Placar: William Saliba 2 x 1 Aymeric Laporte
Laterais-esquerdos: Lucas Digne (Aston Villa) x Marc Cucurella (Chelsea)
Digne ganhou espaço pela regularidade, bola parada e por oferecer equilíbrio a uma França muito ofensiva. Cucurella, porém, está em fase superior. Foi importante na Euro, vive uma Copa segura, tem mais capacidade para pressionar alto e combina melhor defesa agressiva com apoio pelo corredor. O espanhol leva os três critérios.
Nesta Copa: Marc Cucurella
Na última temporada: Marc Cucurella
Na carreira: Marc Cucurella
Placar: Lucas Digne 0 x 3 Marc Cucurella
Volantes: Aurélien Tchouaméni (Real Madrid) x Rodri (Manchester City)
Tchouaméni deve voltar ao time após lesão e representa força, passe vertical e proteção à zaga. Mas Rodri ainda é a referência máxima da posição. Controla o ritmo da Espanha, muda a altura da equipe e chega de temporada mais forte, com carreira mais consolidada como jogador decisivo em clube e seleção. Se Koné começar no lugar de Tchouaméni, o placar do duelo não muda.
Nesta Copa: Rodri
Na última temporada: Rodri
Na carreira: Rodri
Placar: Aurélien Tchouaméni 0 x 3 Rodri
Meias centrais: Adrien Rabiot (Olympique de Marselha) x Fabián Ruiz (Paris Saint-Germain)
Rabiot é o jogador que dá corpo à França: cobre espaços, chega à área e sustenta o meio em um time que coloca muitos atacantes juntos. Fabián, porém, vive uma Copa mais influente, fez gol contra a Bélgica e oferece à Espanha passe, chegada e leitura para alternar posse longa e aceleração. A carreira de Rabiot é mais longa e pesada; o momento favorece o espanhol. Se Pedri for titular, a vantagem espanhola no duelo fica ainda maior.
Nesta Copa: Fabián Ruiz
Na última temporada: Fabián Ruiz
Na carreira: Adrien Rabiot
Placar: Adrien Rabiot 1 x 2 Fabián Ruiz
Meias ofensivos: Michael Olise (Bayern de Munique) x Dani Olmo (Barcelona)
Dani Olmo é decisivo, inteligente e acostumado a aparecer em jogos grandes pela Espanha. Olise, no entanto, virou uma das grandes figuras da nova França. Participa da criação, entra na área, finaliza bem e dá ao time de Deschamps uma camada técnica que antes dependia demais de Mbappé. Pela Copa e pela temporada, o francês leva vantagem; Olmo ainda fica com a carreira pela história recente de Euro e seleção.
Nesta Copa: Michael Olise
Na última temporada: Michael Olise
Na carreira: Dani Olmo
Placar: Michael Olise 2 x 1 Dani Olmo
Atacantes pela direita: Ousmane Dembélé (Paris Saint-Germain) x Lamine Yamal (Barcelona)
É um dos duelos mais vistosos da semifinal, ainda que os dois não se enfrentem diretamente pelo mesmo lado. Yamal segue sendo o grande talento geracional espanhol, mas ainda não repetiu nesta Copa o impacto da Eurocopa. Dembélé chega mais decisivo, mais maduro e em uma temporada de altíssimo nível pelo PSG. Hoje, pelo Mundial, pela temporada e pela carreira, o francês está à frente.
Nesta Copa: Ousmane Dembélé
Na última temporada: Ousmane Dembélé
Na carreira: Ousmane Dembélé
Placar: Ousmane Dembélé 3 x 0 Lamine Yamal
Pontas-esquerdas: Désiré Doué (Paris Saint-Germain) x Álex Baena (Atlético de Madrid)
Doué pode começar no lugar de Barcola e oferece drible, velocidade curta e coragem para atacar a defesa espanhola. Baena, porém, tem mais peso no funcionamento da Espanha nesta Copa, apareceu em momentos importantes e chega de temporada mais consolidada. O francês leva o critério de temporada pelo nível de crescimento no PSG, mas Baena ganha no Mundial e na carreira de seleção.
Nesta Copa: Álex Baena
Na última temporada: Désiré Doué
Na carreira: Álex Baena
Placar: Désiré Doué 1 x 2 Álex Baena
Referências do ataque: Kylian Mbappé (Real Madrid) x Mikel Oyarzabal (Real Sociedad)
Oyarzabal marcou quatro gols nesta Copa, lidera uma linha ofensiva fluida e continua sendo um jogador de enorme inteligência coletiva. Mas este é o duelo mais desigual da semifinal. Mbappé tem oito gols no torneio, 20 em Copas e a capacidade de decidir mesmo quando a França joga mal. Na temporada e na carreira, a distância também é grande. Oyarzabal é importante; Mbappé é candidato a personagem histórico do Mundial.
Nesta Copa: Kylian Mbappé
Na última temporada: Kylian Mbappé
Na carreira: Kylian Mbappé
Placar: Kylian Mbappé 3 x 0 Mikel Oyarzabal
Placar final: França 6 x 5 Espanha
A França vence seis dos 11 duelos e aparece levemente à frente no cara a cara. A vantagem está sobretudo na força individual de seus atacantes, com Mbappé, Dembélé e Olise, e na segurança de nomes como Maignan, Koundé e Saliba. É uma seleção que chega mais explosiva, mais vertical e com mais jogadores capazes de decidir em uma jogada isolada.
A Espanha leva cinco confrontos e mostra por que a semifinal é tão equilibrada. Ganha no coração do meio-campo com Rodri e Fabián Ruiz, tem superioridade na lateral esquerda com Cucurella e encontra em Cubarsí e Baena dois representantes da nova geração que sustentou a campanha. A diferença não está na quantidade de talento, mas no tipo de ameaça: a França parece mais devastadora quando acelera; a Espanha, mais difícil de tirar do jogo quando consegue controlar a bola.
O placar aponta uma vantagem mínima francesa, mas a semifinal parece menos um jogo de favorito claro e mais um choque de métodos. A França tem o ataque mais letal da Copa. A Espanha tem a estrutura coletiva mais estável. Quem conseguir impor a própria maneira de jogar provavelmente estará na final.











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