França e Marrocos se enfrentam nesta quinta-feira, às 17h, no estádio de Boston, por uma vaga na semifinal da Copa do Mundo 2026. A seleção francesa venceu todos os jogos que disputou até aqui, vem de triunfo por 1 a 0 sobre o Paraguai e tem em Kylian Mbappé, autor de sete gols, seu principal nome. O Marrocos, que eliminou o Canadá por 3 a 0 nas oitavas, tenta repetir a campanha de 2022 e voltar à semifinal, novamente diante do adversário que o eliminou no Catar.
A França deve ter Maignan; Koundé, Saliba, Upamecano e Digne; Koné, Rabiot e Olise; Dembélé, Doué e Mbappé. Tchouaméni voltou a treinar e ainda pode aparecer no time, enquanto Barcola disputa posição com Doué. O Marrocos deve ir a campo com Bono; Hakimi, Diop, Riad e Mazraoui; Bouaddi, El Aynaoui, Ounahi, El Khannouss e Brahim Díaz; Rahimi. Saibari, artilheiro marroquino na fase de grupos, está fora por lesão muscular.
O GLOBO comparou os 11 prováveis titulares por função. Cada duelo considera três critérios: desempenho nesta Copa, rendimento na temporada 2025/26 e peso da carreira.
Goleiros: Mike Maignan (Milan) x Bono (Al-Hilal)
Bono chega com enorme peso histórico por tudo o que fez por Marrocos em Copas e por sua capacidade em jogos grandes, mas Maignan vive um Mundial mais estável dentro de uma defesa que sofreu pouco e passou por todos os jogos até aqui. Na temporada, o francês também atuou em nível mais alto e manteve protagonismo no Milan. A carreira é o critério mais apertado: Bono tem a semifinal de 2022 e títulos europeus pelo Sevilla, enquanto Maignan reúne elite de clube e seleção. Pela soma, a vantagem fica com o francês.
Nesta Copa: Maignan
Na última temporada: Maignan
Na carreira: Bono
Placar: Maignan 2 x 1 Bono
Laterais-direitos: Jules Koundé (Barcelona) x Achraf Hakimi (Paris Saint-Germain)
Koundé é um defensor mais seguro, adaptado ao papel híbrido de lateral e zagueiro, e tem sido importante para proteger a França quando Dembélé avança. Hakimi, porém, é um jogador maior na posição. Capitão do Marrocos, oferece profundidade, liderança, bola parada e peso ofensivo raro para um lateral. Também fez temporada superior no PSG e tem uma carreira mais marcante como lateral-direito de elite em clubes e seleção.
Nesta Copa: Achraf Hakimi
Na última temporada: Achraf Hakimi
Na carreira: Achraf Hakimi
Placar: Jules Koundé 0 x 3 Achraf Hakimi
Zagueiros: William Saliba (Arsenal) x Issa Diop (Fulham)
Issa Diop virou um personagem interessante desta Copa por sua história de formação francesa e escolha por Marrocos, além de ter dado força física à defesa africana. Saliba, no entanto, está em outro patamar. É um dos zagueiros mais seguros do Mundial, chega de temporada forte pelo Arsenal e se consolidou entre os melhores defensores da Premier League. Na carreira, mesmo mais jovem, já tem mais peso internacional e maior status técnico.
Nesta Copa: William Saliba
Na última temporada: William Saliba
Na carreira: William Saliba
Placar: William Saliba 3 x 0 Issa Diop
Zagueiros: Dayot Upamecano (Bayern de Munique) x Chadi Riad (Crystal Palace)
Riad deve voltar ao time depois de ter sido preservado contra o Canadá, o que melhora a saída de bola e a imposição defensiva marroquina. Ainda assim, Upamecano leva vantagem clara. O francês tem sido titular de uma seleção favorita ao título, atua em clube de maior exigência e possui experiência em Champions, Bundesliga e fases decisivas de Copa do Mundo. Riad é um talento importante, mas ainda está em processo de afirmação nesse nível.
Nesta Copa: Dayot Upamecano
Na última temporada: Dayot Upamecano
Na carreira: Dayot Upamecano
Placar: Dayot Upamecano 3 x 0 Chadi Riad
Laterais-esquerdos: Lucas Digne (Aston Villa) x Noussair Mazraoui (Manchester United)
Digne ganhou espaço na França pela regularidade, boa bola parada e capacidade de equilibrar o lado esquerdo sem se lançar tanto ao ataque. Mazraoui, mesmo jogando pela esquerda, é mais completo e mais testado no mais alto nível recente. Tem versatilidade, experiência em grandes clubes e maior capacidade para participar por dentro. O francês leva o critério específico da Copa pela estabilidade defensiva; o marroquino vence temporada e carreira.
Nesta Copa: Lucas Digne
Na última temporada: Noussair Mazraoui
Na carreira: Noussair Mazraoui
Placar: Lucas Digne 1 x 2 Noussair Mazraoui
Volantes: Manu Koné (Roma) x Neil El Aynaoui (Roma)
Koné deve continuar como titular se Tchouaméni não começar. Ele dá potência, marcação e condução ao meio francês, além de ter respondido bem contra o Paraguai em um jogo duro. El Aynaoui é uma peça importante para o equilíbrio do Marrocos, especialmente na proteção à defesa e na circulação curta, mas não tem o mesmo nível de temporada nem de carreira. O francês leva os três critérios.
Nesta Copa: Manu Koné
Na última temporada: Manu Koné
Na carreira: Manu Koné
Placar: Manu Koné 3 x 0 Neil El Aynaoui
Meias centrais: Adrien Rabiot (Olympique de Marselha) x Ayyoub Bouaddi (Lille)
Bouaddi é uma das histórias mais interessantes do jogo: jovem, nascido na França, titular por Marrocos e já observado por grandes clubes europeus. Rabiot, porém, representa outro estágio de carreira. Tem sido importante para equilibrar uma França mais ofensiva, chega de temporada mais madura e acumula anos de Juventus, PSG, Marselha e seleção francesa. Bouaddi pode ser o futuro; Rabiot ainda é o presente mais confiável.
Nesta Copa: Adrien Rabiot
Na última temporada: Adrien Rabiot
Na carreira: Adrien Rabiot
Placar: Adrien Rabiot 3 x 0 Ayyoub Bouaddi
Meias ofensivos: Michael Olise (Bayern de Munique) x Azzedine Ounahi (Girona)
Ounahi chega valorizado pela atuação contra o Canadá e pelo peso que já teve na campanha histórica de 2022. É um jogador que encontra espaço entre linhas, conduz bem e pode incomodar uma França que às vezes concede terreno atrás dos volantes. Olise, no entanto, vive uma Copa mais forte no conjunto e se tornou um dos motores da nova versão ofensiva francesa. Também teve temporada superior e maior impacto em clube. O marroquino leva a carreira em Copas; o francês vence o duelo.
Nesta Copa: Michael Olise
Na última temporada: Michael Olise
Na carreira: Azzedine Ounahi
Placar: Michael Olise 2 x 1 Azzedine Ounahi
Atacantes pela direita: Ousmane Dembélé (Paris Saint-Germain) x Brahim Díaz (Real Madrid)
Brahim Díaz é o jogador mais talentoso do Marrocos no terço final, capaz de receber entre linhas, acelerar em condução e criar uma jogada sem depender tanto da estrutura coletiva. Dembélé, porém, está mais consolidado. Chega de temporada muito forte no PSG, tem sido importante na amplitude e na criação da França e possui uma carreira mais longa em grandes clubes, Champions e seleção. Brahim aproxima o duelo, mas o francês vence nos três critérios.
Nesta Copa: Ousmane Dembélé
Na última temporada: Ousmane Dembélé
Na carreira: Ousmane Dembélé
Placar: Ousmane Dembélé 3 x 0 Brahim Díaz
Pontas-esquerdas: Désiré Doué (Paris Saint-Germain) x Bilal El Khannouss (Stuttgart)
Doué pode começar como titular depois de entrar bem contra o Paraguai e sofrer o pênalti que gerou o gol de Mbappé. É uma aposta de desequilíbrio, com drible, aceleração e coragem para atacar Hakimi e Diop pelo lado esquerdo francês. El Khannouss tem leitura, qualidade técnica e participação importante no funcionamento marroquino, mas Doué vive melhor temporada e pertence a um contexto competitivo mais alto. Pela Copa, a vantagem também fica com o francês pelo impacto recente.
Nesta Copa: Désiré Doué
Na última temporada: Désiré Doué
Na carreira: Désiré Doué
Placar: Désiré Doué 3 x 0 Bilal El Khannouss
Referências do ataque: Kylian Mbappé (Real Madrid) x Soufiane Rahimi (Al-Ain)
Rahimi entra no lugar de Saibari e chega com moral depois de marcar contra o Canadá. É rápido, intenso e pode ser útil atacando os espaços que aparecem às costas da defesa francesa. Mas este é o duelo mais desigual do cara a cara. Mbappé tem sete gols na Copa, decide jogos mesmo quando a França não joga bem e carrega uma carreira de Copa que já o coloca entre os maiores da história. Temporada, Mundial e carreira são todos do francês.
Nesta Copa: Kylian Mbappé
Na última temporada: Kylian Mbappé
Na carreira: Kylian Mbappé
Placar: Kylian Mbappé 3 x 0 Soufiane Rahimi
Placar final: França 9 x 2 Marrocos
A França vence nove dos 11 confrontos e mostra por que chega como favorita. Tem vantagem no gol, nos dois zagueiros, no meio-campo e em praticamente todo o ataque. A presença de Mbappé, Dembélé, Olise e Doué dá a Deschamps um poder de desequilíbrio que poucos times ainda vivos na Copa conseguem igualar.
O Marrocos leva dois duelos nas laterais, justamente com Hakimi e Mazraoui, e é por ali que pode transformar o jogo em algo mais desconfortável. Sem Saibari, perde seu artilheiro na Copa e precisa que Rahimi compense com profundidade, enquanto Ounahi, Brahim Díaz e El Khannouss sustentam a posse e a criação. O cara a cara aponta favoritismo francês, mas o Marrocos já mostrou em duas Copas que não precisa vencer muitos duelos individuais para empurrar gigantes até o limite.










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