Caso Balogun, regra nova, arbitragem e outros: relembre as cinco maiores polêmicas da Copa do Mundo 2026


Balogun foi expulso após entrada em Muharemovic em EUA x Bósnia pela fase de grupos.

A Copa do Mundo da América do Norte foi rodeada por grandes polêmicas, que envolveram desde a arbitragem até interferência política. 

A seguir, Zero Hora relembra as cinco principais polêmicas. 

1 – Cartão vermelho de Balogun retirado

Uma das principais discordâncias da competição foi a suspensão do cartão vermelho recebido pelo jogador norte-americano Folarin Balogun. A decisão foi tomada pela Fifa após um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, direto ao dirigente da federação, Gianni Infantino.

Balogun havia sido expulso durante a partida contra a Bósnia pelos 16 avos de final após pisão no tornozelo de Muharemovic. Com isso, ele ficaria de fora das oitavas, contra a Bélgica. 

Com a suspensão, ele conseguiu jogar a partida, mas os EUA acabaram derrotados pela Bélgica por 4 a 1.

CHARLOTTE WILSON / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Raphael Claus expulsou Balogun.

2 – Pausa para hidratação

A implementação da pausa para hidratação em todas as partidas também levantou questionamentos. O árbitro interrompe a partida na metade do primeiro e do segundo tempo. São três minutos na beira do campo para ouvir orientações do treinador — e claro, beber água.

Muitos torcedores não gostaram da ideia. No duelo entre Argentina x Áustria, na segunda-feira (22), uma parte considerável do estádio de Dallas, com 70 mil pessoas, vaiou a pausa.

As opiniões sobre a determinação varia. Os técnicos, por exemplo, aproveitam a parada para passar orientações e corrigir aspectos táticos da equipe durante a partida.

Já em relação aos jogadores, a determinação pode impactar na superioridade do time que se comporta melhor na partida, causando o “esfriamento” do jogo e beneficiando quem estiver pior na partida.

Alex Slitz / GETTY IMAGES NORTH AMERICA via AFP
Holanda durante parada para hidratação.

3 – VAR em cena para erros de identificação

Uma das novidades implementadas na Copa do Mundo de 2026: revisão por Mistaken Identy. Na prática, significa que o árbitro de vídeo pode pedir ao juiz em campo que revise um lance, em casos de cartão amarelo, por exemplo, quando a penalidade for aplicada no jogador errado. 

Isso aconteceu na partida entre Estados Unidos e Paraguai, pela primeira rodada da fase de grupos. O árbitro Danny Makkelie foi ao VAR para revisar um lance de cartão amarelo. No lance em questão, Ream, zagueiro dos Estados Unidos, recebeu uma punição após falta cometido em Almirón, do Paraguai. 

Revendo a jogada, Makkelie percebeu que na verdade, o jogador paraguaio havia simulado a falta. No retorno ao campo, o árbitro retirou o amarelo dado ao defensor e mostrou a Almirón por simulação. 

A regra também foi aplicada no jogo entre Argentina x Suíça, pelas quartas de final da Copa do Mundo, ocasionando no segundo amarelo para Embolo, que havia simulado uma falta. 

Lars Baron / Getty Images via AFP
Embolo foi expulso após aplicação da regra.

4 – Weather delay

Nos Estados Unidos, é bastante comum ver o aviso weather delay em jogos da NFL (liga de futebol americano) e da MLB (liga de beisebol), e na Copa do Mundo não foi diferente. 

O alerta indica o atraso em função do mau tempo e pode provocar a interrupção, adiamento ou suspensão de uma partida. Na maioria das vezes que o alerta interrompe as partidas, a chance de raios surge como o principal motivo. Em um primeiro momento, é dado 30 minutos de espera. Depois, os oficiais responsáveis pelo evento decidem se a pausa deve ou não ser prolongada.

Na competição, jogos de França e Iraque e México e Equador foram impactados. No caso do primeiro, o jogo foi suspenso por 30 minutos no intervalo. No segundo, a partida foi atrasada em cerca de uma hora em razão das condições climáticas. 

FRANCK FIFE / AFP
França x Iraque foi suspenso por 30 minutos.

5 – Polêmicas com a Argentina

A Argentina chegou ao final da Copa do Mundo após a virada sobre a Inglaterra. No entanto, não foi somente o futebol argentino que chamou a atenção. A seleção esteve envolta em uma série de polêmicas envolvendo a arbitragem. 

Na estreia, Messi foi acusado de escapar de um cartão vermelho após pisar na perna de um jogador da Argélia, lance que gerou reclamações por parte do adversário. Já nas oitavas de final contra o Egito, o VAR anulou o que seria o terceiro gol egípcio por uma falta na origem da jogada, decisão que permitiu a reação da Argentina, que virou o jogo após estar perdendo por 2 a 0. 

A polêmica de arbitragem seguiu na semifinal. O árbitro escolhido para a partida foi americano Ismail Elfath, de 44 anos, decisão que gerou polêmica, uma vez que jornais britânicos destacaram que o árbitro, que normalmente apita a MLS (liga em que Messi defende o Inter Miami), seria um “amuleto da sorte” do camisa 10 da Argentina. Em todas as partidas que Elfath apitou, o time do argentino saiu vitorioso.

Roberto SCHMIDT / AFP
Messi escapou de expulsão contra a Argélia.

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