Coca-cola amplia investimento no futebol brasileiro e passa a apoiar as Séries A e B, o Brasileirão Feminino e a Copa do Brasil
A Coca-Cola é a nova patrocinadora oficial das principais competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O acordo, com efeito imediato e válido até o fim de 2027, contempla as séries A e B do Campeonato Brasileiro, o Brasileirão Feminino A1 e a Copa do Brasil, reforçando a presença da empresa no futebol nacional.
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O contrato prevê ativações durante as temporadas de 2026 e 2027, incluindo inserções em painéis de LED, placas estáticas, backdrops de entrevistas, produção de conteúdo digital e ações especiais para torcedores e competições femininas.
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No futebol feminino, a parceria chega em um momento de crescimento da modalidade e de preparação do Brasil para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027. Com o acordo, a Coca-Cola passa a integrar o grupo de patrocinadores das competições ao lado de empresas como Amazon, Hyundai, Itambé, Uber, Sicoob e Monange.
— Para a Coca-Cola, o futebol é um dos maiores pontos de paixão dos nossos consumidores e uma plataforma poderosa de conexão com as pessoas. Ocupar espaços tão importantes nesses campeonatos reforça o nosso compromisso de estarmos cada vez mais próximos dos brasileiros, celebrando momentos que impactam o país inteiro em torno da paixão pelo esporte — afirmou Julio Lopez, vice-presidente de Marketing da Coca-Cola Brasil.
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O presidente da CBF, Samir Xaud, destacou a importância da parceria para o fortalecimento das competições.
— Ter a Coca-Cola como patrocinadora das nossas competições é motivo de muito orgulho e alegria. Contamos com o apoio e a parceria de uma das maiores marcas do mundo para seguir fortalecendo o futebol brasileiro — disse.
Futebol feminino amplia carteira de patrocinadores
A chegada da Coca-Cola também representa um novo impulso para o futebol feminino brasileiro. Segundo Ruskaya Zanini, COO da FSports, empresa responsável pela comercialização dos direitos das competições ao lado da Heatmap, o investimento confirma o crescimento da modalidade como plataforma de negócios.
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— A entrada de uma companhia com a relevância global da Coca-Cola, parceira oficial da FIFA há décadas e apoiadora da primeira Copa do Mundo Feminina, em 1991, demonstra a força e o potencial de crescimento do futebol feminino brasileiro. Estamos construindo um ecossistema cada vez mais robusto, capaz de gerar valor para patrocinadores, clubes, atletas e torcedores, ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento sustentável da modalidade — afirmou.
Para Rene Salviano, fundador e CEO da Heatmap, o cenário é favorável para novos investimentos.
— Estamos vivendo um momento único para a modalidade. Com o Brasil prestes a receber a Copa do Mundo, as marcas entendem cada vez mais que investir no futebol feminino significa apoiar toda uma cadeia de desenvolvimento que começa nas competições nacionais e chega à Seleção Brasileira. O Brasileirão e a Copa do Brasil são fundamentais para a formação das atletas que representam o país, e a chegada da Coca-Cola reforça essa visão de longo prazo — destacou.
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O acordo acontece em uma temporada de investimentos recordes da CBF. Em 2026, o Brasileirão Feminino recebeu aumento nas cotas de participação e na premiação. Já a Copa do Brasil chegou à maior edição de sua história, com 126 clubes participantes. A Série A passou a ser disputada ao longo de todo o ano, enquanto a Série B adotou um sistema de playoffs para definir parte dos acessos.
CBF e Coca-Cola já travaram disputas na Justiça
Apesar do novo acordo de patrocínio, CBF e Coca-Cola já tiveram embates na Justiça. O mais recente envolveu uma campanha publicitária da empresa, que utilizou uma camisa amarela considerada semelhante ao uniforme da Seleção Brasileira. A entidade alegou que a ação poderia criar uma associação indevida com a equipe nacional.
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A Justiça do Rio de Janeiro condenou a Coca-Cola em segunda instância, entendendo que houve imitação do uniforme da Seleção, de uso exclusivo da CBF. A empresa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e defende que a entidade não possui exclusividade sobre as cores verde e amarela, símbolos ligados à bandeira brasileira.
A disputa entre as partes, porém, é antiga. Em 2008, a CBF foi condenada a pagar cerca de R$ 13 milhões à Coca-Cola por romper antecipadamente um contrato de patrocínio da Seleção Brasileira. O vínculo havia sido firmado em 1997 e previa duração até 2002, mas foi encerrado antes do prazo para a entrada do Guaraná Antarctica.
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Após anos de conflitos comerciais e jurídicos, as empresas voltam a atuar lado a lado. Desta vez, a parceria envolve as principais competições organizadas pela CBF, incluindo torneios masculinos e femininos do calendário nacional.
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