A Espanha está de volta à final da Copa do Mundo após uma atuação que, para os colunistas do GLOBO, confirmou a força coletiva, a maturidade e a identidade da melhor seleção dos últimos anos. O time de Luis de la Fuente venceu a França por 2 a 0, controlou o meio-campo com Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo e praticamente anulou um ataque formado por Mbappé, Dembélé e Olise.
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Carlos Eduardo Mansur deu nota máxima à atuação e destacou que o domínio espanhol foi construído depois de um lance que poderia ter mudado toda a história da partida. “Não se passa a uma final de Copa, vencendo a França com tanto domínio, sem que a atuação mereça nota máxima. O placar é aberto com um pênalti num lance quase acidental. A partir daí, o domínio total do meio-campo deu à Espanha o cenário que ela mais queria, com controle da bola, evitando perdas que gerassem contragolpes e limitando a França ao seu número mais baixo de gols esperados em toda a Copa: apenas 0,31.”
Para Mansur, Rodri foi o principal símbolo da superioridade espanhola. “A Espanha atinge seu nível mais alto perto da final, em especial porque Rodri, o dono do meio-campo em qualquer jogo que dispute quando está em seu melhor nível físico, chega à reta decisiva do Mundial em grande forma.” Durante a partida, o colunista também ressaltou a capacidade espanhola de terminar seus ataques e impedir que a França acelerasse nos contragolpes.
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Marcelo Barreto definiu a Espanha como a “kriptonita da França”. “É impressionante como o jogo de posse de bola e controle das ações no meio-campo tira todo o poder ofensivo de uma seleção com três jogadores fora de série no ataque. A frustração dos franceses se via no rosto. Mbappé foi quem mais tentou, mas Dembélé esteve apagado e Olise fez sua pior partida na Copa. Enquanto isso, Rodri mandava no meio-campo, Yamal foi o melhor no um contra um e Cucurella esteve impecável na marcação.”
Barreto ponderou que o domínio poderia ter se transformado em mais oportunidades. “O time de Luis de la Fuente só não leva nota máxima pela falta de um centroavante. Por mais que Oyarzabal e Olmo se movimentem, a sensação é de que tanto domínio precisaria se transformar em mais chances de gol, embora as de hoje tenham sido suficientes para outra vitória merecida sobre um rival que encanta contra outros, mas some diante dela.”
Ana Thaís Matos também deu nota máxima e apontou a Espanha como “a grande equipe coletiva desta Copa”. “A seleção confirma o favoritismo, mostra que amadureceu rodada a rodada e, repleta de estrelas silenciosas, colocou a também poderosa França na roda. É uma equipe com identidade definida, formas objetivas de chegar ao ataque e que contou com um erro bobo da adversária para abrir o placar. Quando um coletivo tem lacunas, as individualidades encontram dificuldades, e foi assim nesta semifinal.”
Para Ana Thaís, De la Fuente é o grande nome da campanha. “Ele conseguiu unir os jogadores em torno de um modelo de jogo completo, leal ao estilo espanhol, mas com a objetividade para definir partidas que é a grande marca do treinador.” A colunista ainda destacou as atuações “irreparáveis” de Rodri e Cucurella, considerados por ela os jogadores mais regulares da Espanha no Mundial.
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Kallás afirmou que o mundo ainda presta menos atenção do que deveria à seleção espanhola. “Já passou da hora de o resto do mundo olhar para aquela que é, de longe, a melhor seleção do planeta nos últimos três anos. A Espanha é a vitória do coletivo, do trabalho e da disciplina sobre o ego e as individualidades. Seu jogo posicional sufocou a França e colocou os franceses na roda, com triangulações geometricamente perfeitas para ditar o ritmo.”
Para o colunista, o perfil discreto da equipe ajuda a explicar por que ela ainda não recebe o reconhecimento proporcional ao que produz. “É incrível que um time humilde, simples, com jogadores e um treinador que parecem quase gente normal, tenha sucesso em um mundo tão superficial.” Gustavo Poli destacou a segurança da vitória, a atuação defensiva “quase irrepreensível” e o peso do trio Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo: “A Espanha ganhou jogando seu jogo coletivo, tocando a bola e controlando a França. O erro grosseiro de Digne fez toda a diferença, mas depois disso a superioridade espanhola foi clara.”











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