Poderia ser uma cena da Copa do Mundo de 2006 ou de 2026: Cristiano Ronaldo se preparando para cobrar um pênalti e classificar Portugal; Lionel Messi marcando para a Argentina; Luka Modrić comandando o ataque da Croácia.
Jogadores com mais de 35 anos costumavam ser raros. Em 2026, eles representam cerca de 6% dos 48 elencos de seleções nacionais. E mais jogadores do que nunca estão na iminência da meia-idade, geralmente considerada como começando aos 40 anos. Oito dos 20 jogadores mais velhos a disputar uma partida de Copa do Mundo entraram em campo em 2026, de acordo com as estatísticas da FIFA.
Impulsionados pelos avanços da ciência e da medicina — e incentivados por contratos e patrocínios lucrativos — os jogadores estão fazendo de tudo para permanecer no esporte por mais tempo. Em uma perspectiva mais ampla, a proporção de jogadores que já passaram dos 30 anos também aumentou com o passar do tempo.
Geralmente é um grupo de elite. Ronaldo, Messi e Modrić dominaram a Bola de Ouro, o prêmio individual mais prestigioso do esporte, nas duas décadas desde suas primeiras participações no maior evento esportivo do mundo. Mas também houve estrelas mais experientes que brilharam durante o torneio.
O destaque ficou por conta do goleiro cabo-verdiano de 40 anos, conhecido como Vozinha. Ele viralizou nas redes sociais após não sofrer gols na estreia de seu país na Copa do Mundo, um verdadeiro duelo entre Davi e Golias. Em seguida, teve outra atuação brilhante, levando Cabo Verde a um jogo que pressionou a Argentina, também favorita ao título, até a prorrogação, antes de ser eliminado nas oitavas de final.











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