Copa de 2026 já tem mais de 30% dos técnicos fora do cargo


Ao todo, 16 treinadores foram demitidos ou renunciaram aos seus cargos nas seleções que disputaram o Mundial; novos substitutos já começam a ser anunciados

A Copa do Mundo de 2026, disputada pela primeira vez com 48 seleções, aproxima-se de sua grande decisão. Após a Espanha garantir a primeira vaga na final, Inglaterra e Argentina disputam nesta quarta-feira (15) o último lugar na disputa pelo título. No entanto, o encerramento da participação no Mundial já provoca reflexos nos bastidores das federações, principalmente com a queda de comissões técnicas.

Técnicos que já saíram das equipes

Até a fase semifinal do torneio, 16 dos 49 treinadores que comandaram equipes na Copa do Mundo foram demitidos ou optaram por renunciar aos seus cargos logo após a eliminação de seus países, o que representa 32% do total de profissionais. Esse índice ainda pode crescer, visto que o comandante da França, Didier Deschamps, deve deixar a comissão técnica francesa após a disputa de terceiro lugar, agendada para este sábado (18).

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A seleção da Tunísia foi a que registrou maior instabilidade no setor. A equipe iniciou sua campanha sob a liderança de Sabri Lamouchi, demitido imediatamente após a derrota por 5 a 1 contra a Suécia na primeira rodada. Dois dias depois do revés, em 16 de junho, Hervé Renard assumiu o comando no Mundial. Apenas 18 dias após assumir a vaga, e acumulando duas derrotas, o treinador também renunciou ao cargo com o fim da participação tunisiana no campeonato.

As federações europeias foram as que mais promoveram mudanças. Seis equipes do continente, como Portugal, Croácia, Alemanha, República Tcheca, Escócia e Holanda, desligaram seus treinadores. Em contrapartida, na América do Sul, apenas duas seleções anunciaram a saída de seus comandantes até o momento: Equador e Uruguai.

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Outras equipes que também confirmaram o desligamento de seus técnicos foram México, Coreia do Sul, Gana, Senegal e Jordânia. A baixa mais recente ocorreu no comando do Haiti. O técnico Sébastien Migné, responsável por conduzir a seleção de volta a um Mundial após um hiato de 52 anos, teve sua saída anunciada em comum acordo nesta terça-feira (14).

Lista dos ex-técnicos

  1. Túnisia = Sabri Lamouchi e Hervé Renard;
  2. Portugal = Roberto Martínez;
  3. Croácia = Zlatko Dalic;
  4. Alemanha = Julian Nagelsmann;
  5. República Tcheca = Miroslav Koubek;
  6. Escócia = Steve Clarke;
  7. Holanda = Ronald Koeman;
  8. Equador = Sebastián Beccacece;
  9. Uruguai = Marcelo Bielsa;
  10. México = Javier Aguirre
  11. Coreia do Sul = Hong Myung-bo;
  12. Gana = Carlos Queiroz;
  13. Senegal = Pape Bouna Thiaw;
  14. Jordânia = Jamal Sellami;
  15. Haiti = Sébastien Migné.

Movimentações de mercado e novos anúncios

Das 15 federações nacionais que registraram baixas técnicas após a desclassificação na Copa, apenas quatro já oficializaram seus novos treinadores para o início do próximo ciclo.

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Portugal agiu rapidamente após a eliminação diante da Espanha, quando Roberto Martínez declarou que não via sentido em sua continuidade no cargo e optou por sair. Para ocupar a vaga, a Federação Portuguesa anunciou a contratação de Jorge Jesus, com vínculo firmado até a Copa do Mundo de 2030.

O México também se movimentou para iniciar o planejamento do ciclo seguinte. A federação mexicana, que se despediu de Javier Aguirre logo após a desclassificação contra a Inglaterra nas quartas de final, oficializou Rafael Márquez, ex-auxiliar da comissão anterior, como novo treinador principal da equipe.

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Na Europa, a Croácia definiu o substituto de Zlatko Dalic, profissional conhecido por sua trajetória longeva no comando da seleção desde 2017. Os dirigentes croatas fecharam acordo com Slaven Bilic, técnico que já havia liderado a equipe nacional entre os anos de 2006 e 2012.

Por fim, na América do Sul, a Associação Uruguaia de Futebol (AUF) confirmou a saída de Marcelo Bielsa após um período de turbulência interna e a eliminação precoce do país na fase de grupos. Para o período de transição, a entidade máxima do futebol uruguaio definiu Diego Forlán como comandante interino da equipe até março de 2027.

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Federações próximas de um acerto

Outras duas seleções europeias estão com negociações avançadas e podem anunciar seus novos técnicos nos próximos dias.

A Alemanha, que desligou Julian Nagelsmann após a derrota nos pênaltis contra o Paraguai na fase de 16 avos de final, tem acordo encaminhado com Jürgen Klopp. De acordo com informações do jornalista Fabrizio Romano, especialista no mercado de transferências, o treinador já aceitou o convite formal da Federação Alemã de Futebol (DFB) e aguarda apenas o anúncio oficial.

A Escócia também está perto de preencher sua vaga aberta após a saída de Steve Clarke. Segundo a rádio britânica talkSPORT, o espanhol Roberto Martínez, ex-comandante da seleção de Portugal, figura como o favorito da federação escocesa para assumir o cargo.

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Argentino Marcelo Bielsa, ex-técnico do Uruguai, gesticula na derrota para a Espanha na Copa do Mundo – (Foto: Alfredo ESTRELLA / AFP)

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