A porcentagem de pênaltis que se transformam em gols nunca foi tão baixa em Copas do Mundo como tem sido na edição de 2026, disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
Das 60 tentativas realizadas até as quartas de final —incluindo as disputas que definiram quem avançou no mata-mata—, apenas 39 foram aproveitadas, uma taxa de 65% de conversão.
Esse número é o pior da história dos Mundiais desde 1966, quando os registros dos dados começaram. As informações são da Opta, empresa de estatísticas esportivas.
A proporção de pênaltis convertidos e cobranças tem sofrido quedas sucessivas a partir de 2014, edição em que foram marcadas 49 penalidades. Naquela edição, 38 acabaram em gols (77,6%).
Em 2018, a taxa foi de 70,6% em um total de 68 cobranças. Na Copa do Qatar, em 2022, 67,2% de um total de 64 pênaltis foram convertidos.
Nos torneios de 1966 e 1970, todas as 13 penalidades foram bem-sucedidas.
Entre os 21 pênalti desperdiçados no Mundial deste ano estão dois de Lionel Messi (uma contra a Áustria, pela fase de grupos, em que chutou para fora, e a outra contra o Egito, em que parou na defesa do goleiro Shoubir).
O argentino bateu oito penalidades em Copas do Mundo durante a carreira, convertendo apenas metade delas. Uma foi na disputa da decisão de 2022, que consagrou o tricampeonato mundial dos sul-americanos diante da França.
Kylian Mbappé tem uma taxa melhor, de 75%, em um total de quatro cobranças. Havia marcado três vezes, duas em 2022 (uma na disputa da final) e a outra na partida contra o Paraguai, nas oitavas de final do torneio deste ano, até que bateu mal durante o jogo contra Marrocos, pelas quartas, parando na defesa do goleiro Bono.









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