A 350 dias para o início, a Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027, que será realizada no Brasil, caminha para viver o auge da maturidade econômica e se tornar a primeira edição da história a gerar lucro financeiro, independentemente de contratos do torneio masculino.
A projeção inédita da chefe de futebol da Fifa, Jill Ellis, reforça a evolução da modalidade e o enorme potencial comercial que o país oferece ao mercado esportivo.
A entidade prevê um aporte estrutural de US$ 800 milhões para a realização do evento em solo brasileiro e garante que o volume total de arrecadação irá superar este montante, gerando receitas capazes de cobrir integralmente os custos logísticos e estruturais.
A expectativa de lucratividade está atrelada ao engajamento recorde do público, ao robusto plano de mídia e a parcerias comerciais estratégicas. Entre os destaques comerciais globais está o contrato com a plataforma Netflix para a venda dos direitos de exibição do campeonato ao mercado dos Estados Unidos.
Outro ponto é a adoção de uma política de ingressos acessíveis. O foco é atrair o público aos estádios para manter a atmosfera vibrante e garantir a inclusão. A abertura das vendas dos ingressos e a definição dos preços só ocorrerão após o encerramento do Mundial Masculino de 2026.
Agora, o próximo passo será a definição do cronograma de partidas, posicionando a Seleção Brasileira e as equipes tradicionais de maior torcida nas arenas de grande capacidade de público.
O crescimento dos torcedores nas arquibancadas ficou evidente nos amistosos da Seleção Brasileira Feminina contra os Estados Unidos realizados em junho. O primeiro jogo, ocorrido na Neo Química Arena, em São Paulo, levou 31.336 fãs ao estádio. Na sequência, o confronto na Arena Castelão, em Fortaleza, fez história ao registrar 55.744 espectadores, maior público da história para um jogo amistoso da Seleção Brasileira Feminina em território nacional.
O engajamento dos torcedores com o futebol feminino reflete-se também no ambiente digital com um aumento de 350% nas buscas pelo termo “Copa do Mundo Feminina 2027” no Google Trends nos últimos 30 dias no Brasil.
A procura teve um “aumento repentino” (classificação técnica dada quando a alta de buscas é igual ou superior a 5.000%) no domingo (5.jul.2026), após a eliminação da Seleção Brasileira pela Noruega nas oitavas de final da Copa de 2026.
O volume de pesquisas quase dobrou, com avanço de 70%, em relação ao dia anterior (4.jul.2026), evidenciando a expectativa do público brasileiro pela competição que ocorrerá em menos de um ano.
“A realização da Copa do Mundo de 2027 representa uma oportunidade sem precedentes para impulsionar negócios, investimentos e exposição do futebol feminino na América Latina.”, afirma Ruskaya Zanini, Chief Operating Officer (COO) da FSports, agência que detém os direitos de comercialização do futebol feminino da CBF no ciclo 2025–2029.
A empresa atua diretamente no fomento comercial e no fortalecimento de competições, visando promover um mercado de negócios rentável.
A Copa do Mundo Feminina da Fifa ocorrerá entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027. As partidas serão distribuídas por diferentes regiões do Brasil, abrangendo oito cidades-sedes, em modernas arenas que também foram utilizadas na Copa do Mundo masculina de 2014.
“A Copa do Mundo Feminina é um evento com potencial disruptivo para consolidar definitivamente a modalidade no cenário nacional. Os recordes sucessivos de público nos amistosos recentes não são apenas números isolados”, comenta Rene Salviano, especialista em marketing esportivo e CEO da Heatmap, agência que atua em parceria com a FSports na comercialização e gestão dos contratos de patrocínio de futebol feminino da CBF.










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