Uma operação coordenada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos resultou no bloqueio de 309 sites brasileiros que transmitiram ilegalmente partidas da Copa do Mundo de 2026. A ação fez parte de uma ofensiva internacional contra a pirataria digital e atingiu mais de 2 mil domínios em diferentes países. No Brasil, os direitos oficiais de transmissão do Mundial pertenciam à Globo, ao SBT e à CazéTV.
Segundo as autoridades americanas, mais de 2 mil domínios foram apreendidos ao longo da competição por exibirem partidas da Copa sem autorização, em violação às leis de direitos autorais dos Estados Unidos. A investigação foi conduzida pelo Departamento de Segurança Interna (HSI) e pelo Centro Nacional de Coordenação de Direitos de Propriedade Intelectual, com apoio da Fifa e de empresas como beIN Media Group, NBCUniversal, Warner Bros., UFC e da Alliance for Creativity and Entertainment (ACE).
As autoridades afirmam que os sites transmitiam os jogos em tempo real sem licença e alertaram que plataformas piratas podem representar riscos aos usuários, como a instalação de programas maliciosos e o roubo de dados bancários e informações de pagamento.
Além da ofensiva nos Estados Unidos, foi realizada a Operação Red Card, uma ação internacional voltada ao combate da pirataria digital e da falsificação ligada à Copa do Mundo. A iniciativa reuniu autoridades de países das Américas, com coordenação do programa International Computer Hacking and Intellectual Property (ICHIP).
Na operação, foram bloqueados 309 sites no Brasil, além de 14 na Argentina, 223 no Equador, 28 no Peru, 256 na República Dominicana e 1.140 na Colômbia. As autoridades colombianas também cumpriram 13 mandados de busca e apreensão contra grupos envolvidos na fabricação e distribuição de produtos esportivos falsificados, além de efetuarem prisões.
Em uma segunda fase da Operação Red Card, realizada em 10 de julho, investigadores colombianos prenderam quatro integrantes do grupo criminoso Los Ciberinfiltrados, acusado de invadir sistemas de telecomunicações desde 2024 para comercializar transmissões piratas de eventos esportivos, incluindo partidas da Copa do Mundo. Segundo a investigação, os criminosos utilizavam credenciais fraudulentas, redes privadas virtuais (VPNs), interceptação de códigos de segurança e manipulação de sistemas corporativos para distribuir o conteúdo ilegal.
Na Europa, a operação também contou com a participação da Europol e de autoridades locais para combater transmissões clandestinas durante o Mundial.











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