Final da Copa termina sem gols nos 90 minutos pela quarta vez na história; Espanha, Argentina ou EUA como sede sempre estiveram envolvidos


A final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina terminou sem gols no tempo regulamentar. Foi apenas a quarta vez na história que uma decisão do torneio chegou ao fim dos 90 minutos com o placar de 0 a 0. Em todas elas, ao menos um dos dois países esteve em campo ou os Estados Unidos receberam a partida.

A primeira ocorrência foi justamente em território americano. Em 1994, Brasil e Itália não conseguiram marcar durante os 90 minutos no Rose Bowl, em Pasadena. A igualdade persistiu também na prorrogação, e a seleção brasileira conquistou o tetracampeonato nos pênaltis.

Foram necessários 16 anos para que outra final terminasse o tempo regulamentar sem gols. Em 2010, na África do Sul, Espanha e Holanda levaram o 0 a 0 até a prorrogação. Andrés Iniesta marcou aos 11 minutos da segunda etapa do tempo extra e deu aos espanhóis o primeiro título mundial de sua história.

A situação voltou a se repetir já na Copa seguinte. Em 2014, no Maracanã, Alemanha e Argentina também passaram os 90 minutos sem balançar as redes. Mario Götze marcou no segundo tempo da prorrogação e garantiu o tetracampeonato alemão.

A final de 2026 reúne todas as coincidências das ocorrências anteriores. Coloca em campo a Espanha, participante da decisão zerada de 2010, e a Argentina, vice em 2014, novamente nos Estados Unidos, sede do 0 a 0 entre Brasil e Itália em 1994.

Das três decisões anteriores que foram para a prorrogação sem gols, duas foram resolvidas ainda no tempo extra. Apenas Brasil x Itália, em 1994, permaneceu zerada durante os 120 minutos e precisou dos pênaltis. Espanha e Argentina entram agora na prorrogação tentando evitar que a final de 2026 se torne a segunda da história a atravessar toda a partida sem um gol sequer.



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