Donald Trump e Gianni Infantino entregam a Taça Fifa para a Espanha – Rerprodução/YouTube @cazetv
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, utilizou sua conta no Instagram para responder às críticas relacionadas à Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México.
Em 15 publicações, ele afirmou que o torneio mostrou “a humanidade em seu melhor” e incentivou os críticos a “meditar, orar ou assistir a uma partida de futebol” em vez de “espalhar ódio e boatos falsos [sic]”. Provavelmente temendo críticas, o presidente da Fifa bloqueou os comentários em sua publicação.
Opressão
Entre os pontos levantados por Infantino, esteve a participação do Irã. Ele disse que a Fifa “incansavelmente para unir dois países em guerra”, destacando que a seleção iraniana entrou nos Estados Unidos “sem incidentes ou conflitos”, esquecendo-se da proibição de a equipe treinar no país ou permanecer em território norte-americano após os jogos.
O técnico do Irã, Amir Ghalenoei, no entanto, descreveu sua equipe como a mais “oprimida” da competição, citando atrasos na emissão de vistos, restrições de viagem e a necessidade de transferir a base de treinamento para Tijuana, no México.
Torcedores do Haiti, Senegal e Costa do Marfim também enfrentaram dificuldades de entrada nos EUA, assim como o árbitro somali Omar Artan, que teve sua entrada negada apesar de possuir passaporte diplomático e visto válido.
“Você mencionou as poucas pessoas que tiveram seus vistos negados e ignorou os milhões que foram aprovados, vindos de todas as partes do mundo”, respondeu Infantino em relação a essa crítica.
O dirigente afirmou que não houve “nenhuma violência” durante o torneio. A Fifa, porém, investiga confronto após a vitória da Espanha sobre a Argentina na final, além de denúncias de atos racistas contra o streamer IShowSpeed em jogo da Argentina e prisões em partidas como a semifinal entre Inglaterra e Argentina, em Atlanta.
Caso Balogun
Questionamentos sobre interferência política surgiram após o atacante norte-americano Folarin Balogun ser liberado para jogar contra a Bélgica, mesmo tendo recebido cartão vermelho na fase anterior.
A decisão foi tomada após intervenção do presidente norte-americano Donald Trump. A Uefa classificou a medida, inédita em Copas do Mundo desde a criação do cartão vermelho, em 1970, como “sem precedentes, incompreensível e injustificável”, e a federação norueguesa avalia apresentar queixa ao Comitê de Ética da Fifa.
“É curioso que os mesmos países que empregam essas práticas sejam os que as criticam”, declarou Infantino.
Apesar da fala contundente, o dirigente não apresentou nenhum exemplo no futebol ou em qualquer outro esporte de interferência política por parte de um líder de um país que tenha conseguido reverter uma decisão de uma partida anterior para beneficiar o próximo jogo de sua equipe.
Infantino encerrou sua publicação pedindo menos críticas e mais atenção ao futebol. “Nosso mundo precisa de amor, não de ódio; de tolerância, não de divisão; de celebração, não de luto”, escreveu.











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