Irmãs desafiaram os pais e levaram 6° país mais pobre à Copa Feminina


Eu brincava principalmente com meninos. Meus pais não apoiavam a ideia de que eu queria jogar futebol. Eles queriam que eu focasse apenas na escola. No Malawi, e na maior parte da África, os pais acreditam que é preciso estudar para se sair bem.
Tabitha Chawinga, ao The Guardian, em 2023

Apaixonada por futebol, Tabitha passou a influenciar a irmã, Temwa. Ela levava a caçula para brincar junto e, no fim, sofria as consequências: apanhava dos pais.

Fui eu quem levou minha irmãzinha, Temwa, para jogar futebol. Sempre que voltava para casa, enfrentava a rigidez dos meus pais. Eles me batiam feio. Não desisti. Disse aos meus pais que o dia em que eles parassem de me bater seria o dia em que eu pararia de jogar futebol. Eles tentaram isso para ver se funcionava e, claro, continuei jogando futebol.
Tabitha Chawinga

Tabitha Chawinga comemora gol marcado pelo Lyon na Champions League Feminina
Tabitha Chawinga comemora gol marcado pelo Lyon na Champions League Feminina Imagem: Valerio Pennicino – UEFA/UEFA via Getty Images

A carreira no futebol começou no Malawi, passou pela China e levou Tabitha à Europa. A atacante abriu portas e se tornou a primeira mulher nascida no Malawi a jogar profissionalmente por um time no Velho Continente.

A atacante, de 30 anos, foi artilheira do Campeonato Italiano há duas temporadas, jogando pela Inter de Milão — um feito inédito para uma jogadora do continente africano. De lá, ela foi para o PSG e, atualmente, defende o Lyon, maior campeão da Champions da categoria, com oito títulos.





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