Relatórios da imprensa revelaram que o presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, pode assumir um cargo executivo de alto nível com um salário gigantesco, caso seja aprovado o seu polêmico projeto de criação de uma nova empresa comercial que administrará as competições da Fifa, com destaque para a Copa do Mundo.
De acordo com uma reportagem do “The Times“, a Fifa busca garantir cerca de 3,1 bilhões de libras esterlinas em financiamento privado para o projeto FIFA Forward Enterprise (FFE) até o próximo mês de outubro, enquanto o banco norte-americano JP Morgan participa do projeto na condição de consultor.
O jornal acrescentou que o fundo de investimento Thrive Eternal é o principal candidato a adquirir 20% da nova empresa, sabendo-se que o presidente executivo do fundo, Joshua Kushner, é irmão de Jared Kushner, genro do presidente norte-americano Donald Trump.
A reportagem apontou que Infantino poderá assumir, após o fim de seu mandato na presidência da Fifa, o cargo de comissário ou presidente executivo da nova empresa, em troca de um salário anual de 47 milhões de libras esterlinas, valor que supera em mais de 10 vezes o seu salário atual.
Segundo as divulgações financeiras oficiais da Fifa, Infantino recebe atualmente 4,46 milhões de libras esterlinas por ano, incluindo um salário-base de 2,45 milhões de libras, além de bônus de desempenho no valor de 2,08 milhões de libras.
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Ampla oposição ao projeto
O projeto da Fifa enfrenta uma oposição crescente de várias confederações continentais, depois que a União das Federações Europeias de Futebol (Uefa) anunciou sua recusa categórica à proposta, ameaçando boicotar todas as competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso o projeto avance para a fase de implementação.
A Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e a Confederação Asiática de Futebol também anunciaram sua rejeição ao plano, com críticas à forma como foi apresentado, sem consultas suficientes às federações membros.
A Uefa afirmou em seu comunicado que suas seleções nacionais não participarão de nenhuma competição organizada pela Fifa enquanto se mantiver o projeto de abrir a propriedade de suas competições a investidores do setor privado, exigindo a retirada total da proposta e a apresentação de garantias vinculantes de que ela não se repetirá no futuro.
Fifa: ninguém está vendendo o futebol
Em contrapartida, a Fifa manteve sua posição, afirmando que o projeto não significa vender o futebol nem abrir mão do controle sobre suas competições.
A entidade internacional disse, em comunicado oficial, que está comprometida em realizar consultas abertas e democráticas com todas as federações membros, apontando que o processo de consulta foi afetado por “reportagens incorretas na imprensa”.
A Fifa acrescentou que o projeto FFE tem como objetivo dar às federações nacionais uma maior oportunidade de se beneficiar do valor comercial do futebol, ressaltando que isso “não será à custa do espírito do jogo ou da governança da Fifa”.
O comunicado enfatizou que “ninguém está vendendo o futebol”, afirmando que todas as 211 federações membros terão o direito de analisar a proposta e votar sobre ela de acordo com os princípios democráticos da entidade internacional.











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