Pela primeira vez na história, as redes sociais e plataformas de vídeo ultrapassaram a televisão, os sites de notícias e aplicativos de veículos jornalísticos como principal fonte de informação. Os dados são do Digital News Report 2026, da Reuters. No Brasil, 53% das pessoas usam redes sociais para se informar semanalmente, com destaque para Instagram (49%), WhatsApp (46%) e YouTube (42%).
A CazéTV, que nasceu da influência e hoje detém os direitos de transmissão de todos os 104 jogos da Copa do Mundo de 2026 no YouTube, entrou para a história do streaming esportivo durante a estreia da Seleção Brasileira contra o Marrocos, quando registrou 12,7 milhões de dispositivos simultâneos – 3,5 vezes mais do que na estreia da Copa de 2022. Foi o maior pico já registrado em um único jogo de futebol no YouTube em todo o mundo. Não anunciasse as bets, teria meus aplausos, mas esse é assunto para outra coluna.
E há os creators? O TikTok, para dar um único exemplo, firmou um acordo inédito com a FIFA para se tornar a plataforma preferencial do torneio. A empresa selecionou 30 criadores de conteúdo de 11 países para cobrir a competição. Os números validam a estratégia: 74% dos torcedores usam as redes sociais para acompanhar esportes e mais de 50% dos que têm entre 17 e 27 anos usam as redes sociais como principal fonte de conteúdo esportivo.
Os criadores de conteúdo estão onde torcedores passam boa parte do tempo, dominam a linguagem das plataformas e construíram comunidades bastante engajadas. Assumem, assim, um papel que as marcas dificilmente conseguiriam assumir sozinhas.
Mas há esperança. Embora a confiança nas notícias continue em queda (no Brasil, apenas 36% das pessoas dizem confiar nas notícias, o menor índice registrado no país), os principais veículos jornalísticos profissionais do país (nosso UOL entre eles) seguem sendo vistos como mais confiáveis do que o conteúdo publicado nas plataformas.
Falei disso na coluna da semana passada, reforço mais uma vez aqui: a verdade começa a voltar à moda. Aguardem.










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