Na Califórnia, reduto do futebol, a Copa do Mundo é um evento de grande repercussão


A Califórnia possui, de longe, o maior número de times de qualquer Estado dos EUA nas ligas nacionais, com quatro clubes ​da Major League Soccer (MLS), três times da liga de futebol feminino National Women’s Soccer League (NWSL) e cinco times na United Soccer League (USL), além de ‌várias academias e times universitários.

O San Diego Wave lidera a NWSL, o Orange County lidera a USL West e o San Jose Earthquakes está empatado em pontos na liderança da Conferência ‌Oeste da MLS, pela primeira vez ‌em 14 anos.

As condições são propícias para o futebol prosperar na Califórnia, onde o clima é quente o ano todo e a ⁠composição étnica é diversificada, com cerca de 40% da população sendo latina, proveniente de países onde o futebol é o esporte dominante.

O diretor da academia do Earthquakes, Luchi Gonzalez, que foi técnico assistente da seleção dos EUA na Copa do Mundo de 2022, afirmou que a região possui uma população “apaixonada por ​futebol”, em parte devido às ​raízes latino-americanas que moldam sua cultura futebolística e sua base de jogadores locais.

Sediar seis partidas da Copa do Mundo e receber a seleção dos EUA na Região da Baía poderia dar um impulso ainda maior ao desenvolvimento de jogadores formados localmente, que ele espera que um dia possam ser vendidos a clubes europeus, gerando receitas vitais.

“Isso terá um impacto direto, será um catalisador para que o esporte continue crescendo e a motivação continue aumentando, para que os ⁠clubes se aperfeiçoem e os pais compreendam melhor o esporte e façam mais sacrifícios”, disse ele sobre ​a Copa do Mundo.





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