Yakin destacou o desempenho da Suíça no confronto
A eliminação da Suíça no Mundial ganhou contornos de drama e revolta. Após a derrota por 3 a 1 para a Argentina, o técnico Murat Yakin não poupou críticas à condução da partida e apontou o árbitro português João Pinheiro como o principal responsável pela desclassificação europeia. Para o comandante de 51 anos, um erro crucial do juiz alterou completamente o destino do confronto.
O estopim da indignação suíça ocorreu aos 27 minutos do segundo tempo. Inicialmente, o árbitro assinalou falta de Paredes em Embolo na lateral do campo e advertiu o meio-campista sul-americano com o cartão amarelo. Acionado pelo VAR, no entanto, João Pinheiro revisou o lance no monitor e mudou drasticamente de interpretação: anulou a punição ao argentino e considerou a jogada uma simulação de Breel Embolo. Como o atacante suíço já tinha um cartão amarelo anterior, acabou expulso de campo.
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Inconformado com a decisão e demonstrando desconhecimento sobre a dinâmica da aplicação da regra naquele cenário, Yakin protestou na coletiva de imprensa:
— Vimos um jogo aberto onde ambos os lados jogaram futebol de verdade. E, infelizmente, o futebol não venceu hoje. Para mim, está perfeitamente claro que o erro do árbitro foi o fator decisivo aqui. Eu não sabia dessa regra, que ele daria um cartão amarelo a um jogador argentino por um incidente tão inofensivo. Caso contrário, ele não teria intervido — pontuou o treinador da Suíça.
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Mesmo ciente de que as reclamações pós-jogo não mudariam o resultado prático, o técnico fez questão de exaltar a postura de sua equipe, que, segundo sua visão, foi superior ao time de Lionel Scaloni.
— Aquele momento crucial, significativo para nós também, decidiu a partida. Poderíamos continuar reclamando depois do jogo, mas isso não mudaria nada. A partida está decidida. A Argentina está classificada. Parabéns a eles. Mas dói muito pelos meus jogadores, que mereciam muito mais hoje, dada a maneira como jogamos e como dominamos a Argentina. É isso que importa no final — desabafou o treinador.
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— Mas um árbitro introduzir uma regra como essa é completamente desnecessário, na minha opinião. Estou dizendo isso de forma bastante educada, caso contrário, teria que usar uma linguagem bem diferente. É extremamente doloroso ter perdido uma chance como essa de se classificar. Nós merecíamos vencer hoje — completou.
O drama na prorrogação
Com a desvantagem numérica, a seleção europeia recuou as linhas, suportou a forte pressão da Albiceleste e arrastou o duelo para a prorrogação. Foram, ao todo, 53 duros minutos com um atleta a menos — os 18 finais do tempo regulamentar e os 35 do tempo extra.
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O desgaste físico cobrou o seu preço quando os suíços tentavam levar a disputa para os pênaltis. Aos 7 minutos da segunda etapa da prorrogação, Julián Álvarez balançou as redes e desempatou o placar. Obrigada a se lançar ao ataque no tudo ou nada, a Suíça cedeu espaços e viu Lautaro Martínez aproveitar um contra-ataque letal para sacramentar o 3 a 1 definitivo.
A Suíça de Murat Yakin realmente foi melhor? Confira os números do confronto:
Argentina 3 x 1 Suíça
- Posse de bola: 59% x 41%
- Gols esperados (xG): 1.94 x 0.47
- Total de finalizações: 22 x 11
- Chutes ao gol: 7 x 5
- Finalizações na trave: 1 x 0
- Defesas dos goleiros: 4 x 4
- Passes: 691 x 474
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