O mais influente cartola de futebol argentino banca Infantino na Fifa: ambos querem 64 seleções na Copa de 2030


Claudio “Chiqui” Tapia, o influente presidente da AFA, a Associação de Futebol da Argentina, foi um dos primeiros dirigentes de futebol a demonstrar apoio incondicional ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. Sob ameaça de boicote dos cartolas da Uefa, mesmo após recuar de seu projeto de criar uma subsidiária para gerir direitos de transmissão e patrocínios de torneios, como a Copa do Mundo, e vender uma parte de suas ações para investidores privados, Infantino conseguiu puxar para o seu lado o influente cartola do futebol Sul-Americano. Ele fez questão de elogiar a gestão do suíço em um comunicado publicado no site da entidade.

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A principal motivação é um projeto comum a ambos: aumentar o número de participantes na Copa do Mundo de 2030. Em vez de 48 seleções, como ocorreu no Mundial deste ano, vencido pela Espanha, a ideia da qual o argentino compartilha é que a próxima edição passe a contar com 64 equipes. Infantino já defendeu essa ideia e ficou de analisar antes mesmo de terminar a Copa nos Estados Unidos.

Sede da Fifa: presidente Infantino continua fechado com a Associação Argentina de Futebol / Fifa

Com isso, ao invés de Argentina, Uruguai e Paraguai organizarem apenas uma partida cada um no Mundial de 2030, como previsto atualmente, o plano é que três rodadas de dois grupos sejam realizadas na América do Sul. Isso muda toda a logística da competição. “Com essa formatação, os outros países anfitriões – Portugal, Espanha e Marrocos – receberiam mais quatro partidas cada um: eles fizeram um investimento bilionário para modernizar seus estádios e melhorar a logística”, disse Tapia em uma entrevista à emissora de TV argentina TyC Sports.

AFA quer Copa maior em 2030

Este projeto de expansão conta com as bênçãos do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, que, publicamente, já sugeriu a ideia de adicionar dezesseis seleções “para que toda a família do futebol possa desfrutar da Copa do Mundo”. Durante o último Mundial, Infantino confirmou que a Fifa avaliaria a possibilidade de adicionar mais seleções à próxima edição da disputa. Ele continua firme nessa ideia e em sua campanha política para mais quatro anos de mandato a partir de 2027.

Se essa ideia de aumentar a próxima Copa do Mundo prosperar, claro que Tapia estaria disposto a seguir à frente de seu cargo por mais quatro anos também. Neste caso, ele quer porque quer que o técnico Lionel Scaloni siga no comando da equipe. “Ele é meu plano A, meu plano B e meu plano C”, disse. “Quero que ele prossiga: sou grato por tudo o que ele fez, mas acho que temos de deixá-lo refletir e tomar a decisão que acredita que seja a correta.”

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O mesmo raciocínio se aplica a Lionel Messi, que terá 43 anos em 2030. “É uma decisão puramente pessoal dele (continuar a jogar pela seleção da Argentina)”, disse Tapia. “Para mim, ele foi o melhor jogador da Copa do Mundo de 2026: continuar depende, exclusivamente, de sua vontade: temos de deixá-lo continuar curtindo jogar futebol.” Com Messi e Scaloni, a Argentina continua forte para 2030.





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