O primeiro dirigente europeu a apoiar publicamente o plano da FIFA de vender sua participação na Copa do Mundo.


O plano do presidente da FIFA, Gianni Infantino, de reestruturar as finanças da Copa do Mundo e comercializá-la acaba de atingir um ponto de virada significativo. David Trunda, presidente da Federação Tcheca de Futebol, tornou-se o primeiro dirigente do futebol europeu a manifestar publicamente apoio à ideia de propriedade privada dos direitos comerciais do maior torneio de futebol do mundo.

Rachaduras na União Europeia

A decisão de David Trunda marca a primeira divergência dentro das fileiras europeias em relação ao controverso plano da FIFA. Apesar da forte oposição da UEFA e de muitas federações-membro poderosas, o dirigente do futebol checo acredita que chegar a um acordo com a FIFA trará financiamento e recursos concretos para o país.

Em entrevista à Sky News, o Sr. Trunda afirmou que vê benefícios tangíveis em trabalhar em estreita colaboração com Gianni Infantino e a equipe de liderança da FIFA. Embora reconheça que ainda são necessários mais detalhes sobre o processo operacional, ele acredita que o impacto geral desta proposta é positivo para o desenvolvimento em geral.

A natureza do modelo FIFA Forward Enterprise

Segundo uma proposta iniciada por Gianni Infantino, a FIFA criará uma entidade comercial independente chamada FIFA Forward Enterprise. Essa empresa será responsável por gerenciar todas as atividades comerciais, direitos de transmissão televisiva e patrocínios relacionados aos torneios de mais alto nível, incluindo a Copa do Mundo Masculina, a Copa do Mundo Feminina e o Mundial de Clubes da FIFA.

O projeto abre caminho para que fundos de private equity detenham entre 20% e 30% das ações da nova empresa. Para obter a aprovação das 211 federações membros em todo o mundo, o presidente da FIFA teria feito um atraente compromisso financeiro: cada federação que apoiasse a proposta receberia apoio direto de até 30 milhões de libras.

Uma onda de reações negativas por parte das principais federações.

Em contraste com a perspectiva positiva da República Tcheca, o plano de Infantino enfrenta forte resistência das maiores organizações de futebol. A UEFA emitiu imediatamente uma mensagem contundente, afirmando que a essência e a governança do esporte não são ativos que podem ser comprados e vendidos no mercado financeiro.

A Federação Inglesa de Futebol (FA) expressou seu descontentamento por não ter sido informada ou consultada previamente sobre o projeto e questionou a transparência do processo decisório da FIFA. Da mesma forma, a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF) também criticou a abordagem unilateral da entidade máxima do futebol mundial.

As divisões entre as federações menores e as potências tradicionais do futebol estão elevando o conflito entre a FIFA e a UEFA a níveis de tensão sem precedentes, à medida que a disputa pela governança global do futebol se desloca para os fundos de capital privado.

Fonte: https://baolamdong.vn/quan-chuc-chau-au-dau-tien-cong-khai-ung-ho-ke-hoach-ban-co-phan-world-cup-cua-fifa-456590.html



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