Partido político em Portugal pede uma “reavaliação” da coorganização da Copa do Mundo 2030 pelo Marrocos –


O LIVRE, um partido político verde em Portugal, solicitou ao primeiro-ministro português Luís Montenegro e à Federação Portuguesa de Futebol uma “reavaliação” da participação do Marrocos na organização da Copa do Mundo 2030, coorganizada entre Portugal, Marrocos e Espanha, após a crise migratória na cidade espanhola de Ceuta, às custas do Marrocos, em que cerca de 100 pessoas morreram quando cerca de 70.000 cruzaram a fronteira na quinta-feira, 30 de julho.

Um país que viola o direito internacional e usa pessoas vulneráveis como ferramenta de pressão política não tem condições para ser parceiro em uma organização que depende da cooperação, confiança e livre circulação entre países“, escreveu o partido de esquerda no X.

No vídeo postado pelo partido, o líder do LIVRE, Jorge Pinto, afirmou que a “instrumentalização de cidadãos marroquinos em Ceuta“, incluindo menores, ocorre “décadas de violações sistemáticas dos direitos humanos de seu próprio povo ou a negação da autodeterminação e repressão violenta do povo saharaui” e que o evento “confirma que não existem condições políticas nem garantias de segurança e cooperação leal entre Marrocos, Espanha e Portugal para manter essa organização conjunta”.

O pedido do LIVRE é semelhante ao que um deputado do partido político Sumar, na Espanha, disse na segunda-feira, sugerindo que a Espanha deveria se abster de co-sediar a competição com o Marrocos.

kovop / Shutterstock





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