Jogador falou após a goleada da Inglaterra
Rabiot fez duras críticas à atuação da França no primeiro tempo da derrota por 6 a 4 para a Inglaterra, na disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo. Após a partida, o meio-campista afirmou ter visto atitudes inéditas de alguns companheiros e classificou como inadmissível a postura dos Bleus antes do intervalo.
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A seleção francesa sofreu quatro gols nos primeiros 45 minutos e chegou a esboçar uma reação na etapa final, com dois gols de Mbappé, um de Barcola e outro de Dembélé. O desempenho depois do intervalo, porém, não foi suficiente para evitar a quarta colocação.
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— Entramos de uma forma bastante vergonhosa no primeiro tempo. Vi comportamentos de alguns jogadores que nunca tinha presenciado até agora. É decepcionante, porque era nossa última partida e ainda tínhamos a oportunidade de terminar bem a competição. Havia muita frustração depois da derrota para a Espanha, mas existia um trabalho a ser feito até o fim. Não podemos simplesmente fazer as coisas de qualquer maneira. Conversamos no intervalo e dissemos que precisávamos demonstrar um pouco de orgulho. A atuação melhorou bastante no segundo tempo, porque, na primeira etapa, alguns comportamentos foram inadmissíveis — declarou Rabiot.
Rabiot homenageia Deschamps, que deixa França
A derrota também marcou a última partida de Didier Deschamps como treinador da seleção francesa. Rabiot lamentou que o grupo não tenha conseguido oferecer uma despedida vitoriosa ao técnico, mas afirmou que o resultado não diminuirá sua importância para o futebol do país.
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— Também precisamos valorizar o treinador, Guy Stéphan, Franck Raviot e Cyril Moine, que fizeram um trabalho enorme e ajudaram a levar esta equipe de volta ao topo ao lado de todos os jogadores. Gostaríamos de ter terminado com uma vitória para proporcionar uma despedida melhor ao treinador, mas isso não mancha a imagem que ele tem diante dos franceses. Ele nos agradeceu, mas somos nós que precisamos agradecê-lo por todos esses anos e pela disciplina que implantou. Ele ajudou a reconstruir a seleção francesa. Não fez isso sozinho, evidentemente, mas foi um dos grandes responsáveis. É o fim de um ciclo para muita gente dentro da equipe, e nós nos lembraremos dele — completou.
Deschamps encerrou uma passagem de 14 anos pelo comando dos Bleus. Durante o período, conquistou a Copa do Mundo de 2018 e a Liga das Nações de 2021, além de chegar às finais da Eurocopa de 2016 e do Mundial de 2022.
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