Lionel Scaloni explica emoção durante a Copa do Mundo
Técnico da Argentina, Lionel Scaloni elogiou a Espanha e o técnico Luis de la Fuente às vésperas da final da Copa do Mundo. Em entrevista coletiva, o treinador comentou sobre a semelhança entre as duas seleções e o apreço pela posse de bola.
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– O conheço como pessoa. Somos amigos. Ele sabe o que penso de futebol. Sabemos como ele joga, e ele sabe como a gente joga. Os padrões de futebol de cada equipe são evidentes. Com algumas diferenças na forma de atacar, mas sempre através da bola. Temos padrões parecidos. Somos similares e esperamos que domingo seja um bom espetáculo e que as pessoas desfrutem. Eles melhoraram conforme o torneio foi avançando; a última partida foi possivelmente a melhor deles. O estilo de jogo de ambas as equipes é muito claro; existem nuances, é claro, mas pensamos da mesma forma
Na sequência, Lionel Scaloni explicou a emoção vivida nessa Copa do Mundo a partir de uma fala de Messi após a vitória da Argentina de virada sobre a Inglaterra: “História pura”. O comandante elogiou o camisa 10 e contou detalhes desse ambiente emotivo nos últimos jogos.
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– História pura. Lenda. Poder chegar em uma final como ele chegou, no momento em que está, aos 39 anos, é algo incrível. Digo para aproveitarmos. Temos que valorizar o que faz. A história e a lenda seguem. Conseguimos coisas que anos atrás era impensável. Agradecimento eterno a ele por parte do corpo técnico, porque não era fácil chegar a essa instância e competir durante tantos anos nesse nível. Podemos ganhar, mas se não ganharmos, o caminho foi incrível e um exemplo para todos. Ver suas pessoas festejando da maneira como fazem, como estão felizes, isso te emociona. Recuperamos algo que é muito valioso, que é que as pessoas parem na televisão com a camisa da Argentina e torcedores rivais se abracem. Isso é o valor mais grande que podemos ter.
O treinador se esquivou da questão sobre a permanência de Lionel Messi na Argentina após a Copa do Mundo. Scaloni afirmou que a pergunta deve ser feita ao camisa 10, mas voltou a elogiar o artilheiro do torneio publicamente.
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– Não sei. Tem que perguntar a ele. Não tenho ideia. Ele não deixa de surpreender.
No domingo (19), Argentina e Espanha se enfrentam em busca do título da Copa do Mundo, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 16h (de Brasília).
Veja outras respostas de Scaloni, técnico da Argentina
Mudança no time titular
– A verdade é que estamos descansando. Tivemos que fazer um treinamento estranho, rápido e não pudemos testar nada. Nos obrigaram a treinar em um horário que não queríamos por conta da coletiva. Vamos ver como os jogadores chegam, se estão 100% e ver que equipe colocaremos no domingo. Jogamos pela Argentina e pensando nas boas coisas que temos que fazer.
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Análise da Espanha
– Analisamos a Espanha, mas também vínhamos analisando os rivais do Mundial. Não analisamos a Espanha mais do que outro rival. A Espanha seria um rival em março por contra da Finalíssima, mas havia muitos rivais que podiam chegar a essa instância (na Copa do Mundo). Já sabemos como jogam, todos sabem suas virtudes e vamos tentar fazer nosso futebol e causar dano a eles.
Experiência de ter jogado uma final de Copa
– A experiência de nossos jogadores, a experiência de ter jogado uma final. Tenho jogadores que já jogaram em grandes cenários, são tops em suas equipes. E sobre a pressão pressão, quando bola começa a rolar, o jogador se esquece e foca em jogar. São duas equipes que quando saem no campo, tentam jogar através da bola e te colocam em dificuldades trocando passes e sendo verticais, mas não creio ser fundamental o fato de termos jogador uma final. Eles já jogaram final de Eurocopa, Nations League e não acredito que isso seja importante.
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Lamine Yamal
– Ele joga muito bem. É um patrimônio do futebol. Tem muita coisa para dar. É um jogador difícil de marcar e certamente trará muita alegria à Espanha, esperemos que não no domingo. Gostaria que pudéssemos mantê-lo trancado no quarto. São jogadores difíceis de marcar tanto Leo, quanto ele.
Relação com Luis de la Fuente, técnico da Espanha
– Todos que fizeram curso de treinador na Espanha tem boas recordações dele. Era um dos professores com quem mais conversávamos. Eu era inquieto, perguntava e ele sempre respondia. Sempre foi uma grande pessoa. O aprecio.
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Conversa com De la Fuente
– Como eu não ficaria preocupado? É uma ótima equipe que está fazendo um ótimo trabalho. Tudo me preocupa. Não vou te contar o que eu disse para o Luis de la Fuente porque estávamos numa situação surreal. Eu fui lá porque ele ia estar lá também. Eu disse a ele: “Estou aqui por você”, e outras coisas que prefiro que você não saiba. Nos vimos depois de tanto tempo.
Superstição para a Argentina vencer
– Não tenho superstições. Usava o mesmo sapato, mas perdemos pra Arábia Saudita, perdemos a primeira partida e tchau para o sapato. Era uma superstição, mas desde então não tenho mais nenhuma. Imagino que exista alguma no corpo técnico.
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Molina ou Montiel?
– Está como estavam em todas as partidas. Já sabem como foram os jogos, repartimos os minutos e já veremos como estão para o domingo. Não tivemos muito tempo de treinar. O treino foi curto, porque tivemos que vir pra conferência. Amanhã teremos um treino importante e conversaremos com eles.
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