Técnico do Egito acusa Fifa de ‘roubar’ para a Argentina na Copa do Mundo


O técnico do Egito, Hossam Hassan, afirmou que sua equipe foi “roubada” e impedida de chegar às quartas de final da Copa do Mundo, depois que a Argentina protagonizou uma virada impressionante nos minutos finais — revertendo um placar de 2 a 0 para vencer por 3 a 2 — na terça-feira, 7. “Não quero amenizar a situação nem falar em má sorte. Fomos roubados injustamente hoje; sofremos uma injustiça”, disse Hassan em uma coletiva de imprensa explosiva.

Os “Faraós” tiveram um gol de Mostafa Zico anulado quando venciam por 1 a 0, após a intervenção do VAR apontar uma falta sobre Lisandro Martínez no início da jogada. Zico chegou a deixar o Egito perto de uma vaga nas quartas de final pela primeira vez ao ampliar a vantagem para 2 a 0.

No entanto, a atual campeã reagiu: Cristian Romero diminuiu o placar e, em seguida, Lionel Messi — que havia desperdiçado um pênalti no primeiro tempo — marcou o gol de empate com um chute potente, chegando ao seu oitavo gol no torneio.

A polêmica não parou por aí: na jogada que originou o gol da vitória argentina, marcado por Enzo Fernández, o Egito acredita que deveria ter recebido um pênalti devido a um puxão de Alexis Mac Allister em Hamdy Fathy. “Não vimos respeito nem ‘fair play’. Não houve respeito nem ‘fair play’”, disse Hassan. “Um pênalti foi ignorado; nem sequer foi checado pelo VAR. Um segundo gol foi anulado de forma surpreendente. Não houve nem mesmo verificação do VAR, embora todos tenhamos visto a imagem da camisa sendo puxada.”

Hassan afirmou que não assistiria mais a nenhuma partida do torneio, tamanha a injustiça que sentiu. “Não vou continuar acompanhando os jogos desta Copa do Mundo, assistindo às partidas deste Mundial”, acrescentou. “Essa é a minha maneira de protestar.”

(Com AFP)



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