Enquanto as escalações das seleções da Argentina e da Espanha para a final da Copa do Mundo deste ano só serão confirmadas neste domingo, a Fifa já definiu quem irá apitar a partida. Será o esloveno Slavko Vincic, de 46 anos. Mas o anúncio do nome fez com que uma prisão sofrida por ele em 2020 tenha voltado ao noticiário, mesmo que o árbitro tenha sido liberado pela polícia e não tenha recebido qualquer acusação formal. Com isso, também foi resgatada a imagem do momento da detenção.
O caso ocorreu em maio daquele ano. Uma operação policial mirava uma rede de prostituição e tráfico de drogas. Os agentes chegaram a um imóvel na Bósnia e Herzegovina, onde foram apreendidos armas, dinheiro e entorpecentes. Entre os presos, estava Vincic. No vídeo da época, enquanto outros detidos aparecem sentados em uma cama, o árbitro é visto de joelhos no chão da sala, com as mãos para trás.
Na mídia portuguesa, por exemplo, o vídeo que voltou a circular neste fim de semana ilustra uma notícia de 29 de maio de 2020. “O momento em que árbitro de Champions é detido em flagrante”, diz a manchete do site do portal de notícias Record da ocasião. A notícia mencionava que, assim como Vincic, nove mulheres e outros 26 homens também foram detidos.
No entanto, o esloveno afirmou que havia chegado ao encontro por convite para um almoço de negócios e que não conhecia a maior parte das pessoas presentes. Após prestar depoimento, foi liberado sem qualquer acusação, e as autoridades não encontraram indícios de envolvimento dele com as atividades criminosas investigadas.
A associação de árbitros da Eslovênia também saiu em sua defesa, classificando o caso como um mal-entendido. O episódio não impediu a continuidade de sua trajetória na arbitragem internacional.
Nos anos seguintes, Vinčić voltou a receber designações para os principais torneios organizados pela Uefa e agora alcança o ponto mais alto da carreira ao ser escolhido pela Fifa para comandar a decisão da Copa do Mundo entre espanhóis e argentinos.











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