Vitória da Adidas na Copa do Mundo tem custo elevado


Os números

  • 14% – crescimento da receita no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, com vendas líquidas recordes de US$ 7,7 bilhões (€ 6,74 bilhões);
  • US$ 243 milhões (€ 212 milhões) – valor adicional investido em marketing no segundo trimestre, alta de 30% na comparação anual, impulsionada pelas campanhas e ativações da Copa do Mundo da FIFA;
  • US$ 1,05 bilhão (€ 924 milhões) – gasto total com marketing no segundo trimestre;
  • US$ 658 milhões (€ 574 milhões) – lucro operacional nos três meses encerrados em junho, abaixo das estimativas dos analistas;
  • 17% – queda das ações da Adidas após a divulgação dos resultados, a maior desvalorização diária já registrada pela companhia.

O contexto

Ao divulgar vendas líquidas trimestrais recordes, o CEO da Adidas, Bjørn Gulden, afirmou que a campanha da Copa do Mundo estrelada por Timothée Chalamet “trouxe de volta o amor” pelo futebol entre os torcedores.

Patrocinadora oficial da FIFA e fornecedora de uniformes para 14 seleções nacionais, a Adidas vendeu quatro vezes mais camisas e o dobro de bolas em comparação com a Copa do Mundo de 2022, no Catar. As vendas relacionadas ao torneio somaram cerca de US$ 1,7 bilhão (€ 1,5 bilhão).

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“Esta Copa do Mundo foi como um conto de fadas para mim”, afirmou Gulden em comunicado aos acionistas.

Apesar do desempenho expressivo nas vendas e de uma campanha publicitária digna de Oscar, as ações da empresa caíram 17% na quinta-feira (30/7), depois que o aumento dos investimentos em marketing reduziu a rentabilidade e decepcionou investidores.

A Adidas elevou sua projeção de crescimento da receita para o ano inteiro, passando a estimar avanço entre 9% e 10%, mas manteve inalterada a previsão de lucro, em aproximadamente US$ 2,6 bilhões (€ 2,3 bilhões).

A receita apresentou crescimento de dois dígitos em todas as regiões, com exceção da Europa. As vendas da divisão de vestuário avançaram 35% no trimestre, enquanto o segmento de calçados cresceu 1% e a categoria lifestyle registrou alta de 2%.

A Copa do Mundo também se destacou nos resultados de outras empresas nesta temporada de balanços. McDonald’s e Unilever atribuíram ao torneio o fortalecimento das vendas e um melhor retorno sobre os investimentos em marketing.

Declaração

“Nossa campanha de marketing, ‘Backyard Legends’, trouxe de volta o amor pelo jogo da forma como costumávamos jogar nas ruas”, afirmou Gulden.

“Os produtos, com camisas, peças da linha cultural, calçados e bolas, mostraram como o futebol da Adidas deve ser, e também vendemos muito mais do que em qualquer outra edição. Ver duas das nossas seleções, a Argentina, com Messi, e a Espanha, com Lamine Yamal, disputando a final foi inacreditável”, acrescentou.

“Elas jogaram com a nossa bola Adidas Trionda e, pela primeira vez na história, os árbitros também vestiram as Três Listras. Não poderíamos ter apresentado uma imagem melhor nem obtido um desempenho superior. Acho que até Adi Dassler teria ficado orgulhoso.”

Confira:

Fonte: AdWeek

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