Vozinha desabafa sobre futuro: ‘Não quero marketing’


Vozinha revela desejo de atuar por mais duas temporadas

Fenômeno de popularidade no último Mundial, o goleiro Vozinha quebrou o silêncio sobre o seu futuro nos gramados. Aos 40 anos e na mira de clubes da Série B do Campeonato Brasileiro e do Inter Miami (time de Lionel Messi nos EUA), o cabo-verdiano deixou claro que sua prioridade é o desempenho esportivo, e não o apelo comercial.

Em entrevista ao canal norte-americano CBS, o arqueiro mandou um recado direto aos interessados em seu passe: busca um projeto que o enxergue como atleta, não como peça publicitária.

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— Eu ainda quero jogar. Quero encontrar um time que realmente me queira como jogador de futebol e não para marketing — declarou o goleiro.

Paixão pelo esporte aos 40 anos

Livre no mercado após encerrar seu vínculo com o Chaves, de Portugal, o veterano vive o auge da exposição mediática. Suas defesas cruciais contra Espanha, Uruguai e Argentina — partida que selou a eliminação de Cabo Verde — transformaram o jogador em um dos grandes personagens da Copa do Mundo. Fora das quatro linhas, a simpatia e a simplicidade da campanha africana renderam a ele uma legião de mais de 29 milhões de novos seguidores nas redes sociais.

Ainda assim, o foco do atleta permanece intacto e a aposentadoria não está nos planos imediatos.

— [Achar um novo time] É uma das primeiras coisas que eu tenho que resolver. Eu amo futebol. Estar aqui, aos 40 anos, significa que eu realmente tenho essa paixão. Eu quero jogar, pelo menos, mais um ou dois anos, o quanto meu corpo aguentar. O dia depois de amanhã a gente não sabe — completou.

Entre o adeus ao futebol europeu, o assédio da Major League Soccer (MLS) e as sondagens do mercado brasileiro, Vozinha encerra o ciclo do Mundial com o futuro indefinido para a próxima temporada, mas com a certeza de que seu combustível é o amor pelo jogo.

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Dificuldades até chegar ao grande palco do futebol mundial

A trajetória fora dos gramados também foi tema do relato do goleiro, que falou sobre as dificuldades de sair de Cabo Verde e construir uma carreira internacional.

— Acho que desde que nasci, desde criança, sempre sonhei em ser jogador profissional. No nosso país, as chances de se tornar profissional no esporte são mínimas — finalizou o cabo-verdiano.

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