- Álex Arce chegou a trabalhar como vendedor ambulante na pandemia
- Atacante é o artilheiro da CONMEBOL Libertadores e foi convocado para a Copa do Mundo
A presença na lista final de convocados do Paraguai para a Copa do Mundo completou o sonho da carreira de Álex Arce. Artilheiro e um dos destaques da incrível campanha do Independiente Rivadavia na CONMEBOL Libertadores, o atacante vai para o seu primeiro Mundial apenas seis anos depois de ter trabalhado como vendedor ambulante na pandemia e cogitado largar o futebol.
A pandemia da Covid-19 surgiu enquanto Arce ainda tentava se estabelecer no futebol. Cria das categorias de base do Cerro Porteño, ele fez seu primeiro jogo profissional em 2017, mas não sofreu uma lesão nos ligamentos do joelho e não se firmou. Até a quarentena forçada em 2020, ele somava apenas 4 partidas feitas, somando Cerro e Rubio Ñú, e dois gols marcados – ele ainda jogou outras seis vezes pela equipe B do Cerro Porteño.
Com a paralisação do futebol, Arce se viu num dilema. Queria manter o sonho de ser jogador, mas precisava de dinheiro para sobreviver. “Um amigo que se dedica a vender e viajar para todos os lugares me ajudou e me deu um trabalho de vendedor ambulante. Foi um grande alívio pra mim, porque pelo menos ajudava a conseguir o pão de cada dia”, contou ao jornal paraguaio “Cronica”, em 2021.
Além do trabalho como vendedor ambulante, Arce seguia em atividade no futebol. Com o afrouxamento da quarentena, o atacante passou a disputar partidas amadoras em Assunção, capital do Paraguai, jogando pelo Club Libertad Veni Loma de Carapeguá. Ali, conheceu o técnico Humberto García, que mais tarde o levaria ao Sportivo Ameliano, clube em que finalmente conseguiu ter uma sequência como profissional.
“Ainda que o torneio não fosse profissional, era muito competitivo porque a maioria das equipes se reforçavam com cinco ou seis jogadores da segunda divisão paraguaia. Quando terminam os campeonatos profissionais, os jogadores que não têm muito dinheiro, buscam um clube aqui. Ele (Alex Arce) veio porque o campo do Libertad era perto de sua casa”, contou García, em 2023, ao “TyC”, da Argentina.
A qualidade técnica de Arce, naquele momento com 24 para 25 anos, chamou atenção de García. “Gostei da sua forma de jogar. Tínhamos uma ideia definida de jogo e jogávamos com um atacante de características parecidas com as dele, mas com mais idade. Encontrar um 9 que saiba o que fazer com a bola no pé é difícil e isso foi o que mais nos chamou atenção nele”, explicou.










Leave a Reply