Depois de viver anos brilhantes, passar três temporadas na Série A e disputar as Copas Libertadores e Sul-Americana pela primeira vez, respectivamente em 2022 e 2023, o América vive um verdadeiro calvário em 2026. Lanterna da Série B do Campeonato Brasileiro, o Coelho tem o seu pior início na Segundona neste século e luta contra o rebaixamento.
Para o coordenador grupo de gestão do América, Marcus Salum, o momento atual, após anos positivos, pode ser explicado justamente pela dificuldade do clube em se readequar financeiramente, especialmente após a queda para a Série B em 2023. Na ocasião, o Coelho voltou para a Segunda Divisão após passar três anos na elite (2021, 2022 e 2023), período em que teve ótima arrecadação financeira.
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“O América não soube se readaptar da Série A para a Série B. Então, quando o América estava em 23, que foi o melhor orçamento, com o melhor time, com o melhor plantel, e que o América caiu — e que não é privilégio do América, o Ceará caiu da mesma forma e outros —, por quê? São clubes que trabalham no limiar. Se tiver um erro um pouquinho maior, ele cai”, explicou Salum.
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Após cair em 2023, o América apostou bastante no retorno à elite nacional nas temporadas seguintes e manteve atletas no elenco com perfis e salários de Série A. Esse orçamento incompatível com os ganhos do clube na Segundona comprometeu o caixa e gerou a antecipação de receitas, inclusive da temporada de 2026, conforme explica o dirigente.
“Nós iniciamos um projeto de reestruturação financeira que em 25 foi abandonado. E o América gastou mais do que podia ano passado e aí teve que entrar na receita desse ano. Então, esse ano, para a gente poder reestruturar o América, nós tivemos que cortar a despesa, porque parte da receita já estava comprometida. Na hora que você corta, você perde qualidade. E é isso que aconteceu”, detalhou Salum.
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Com o orçamento apertado, o América reduziu bastante os gastos e montou um time que tem se mostrado insuficiente para a disputa da Série B. Os números atestam a crise: a equipe ocupa a lanterna com apenas uma vitória em 16 jogos, somando 12 derrotas e três empates, o que gera um aproveitamento de 12%. É o pior início do Coelho nas 14 edições da competição que disputou neste século.
Ciente do cenário, a diretoria tem trabalhado nos bastidores para corrigir a rota na Segundona e salvar o ano. Nos últimos dois meses, uma grande reformulação do grupo foi iniciada, com a chegada e a saída de jogadores. Ao todo, 11 atletas deixaram de fazer parte dos planos para o restante da temporada, enquanto outros nove foram contratados.
Salum no dia a dia
Apesar do cenário atual complicado, o América ainda pode voltar a ser competitivo na própria Segundona, como foi em outros anos. Para isso, o primeiro passo é escapar do rebaixamento neste ano. Marcus Salum tem atuado muito nos bastidores e liderado as mudanças no elenco. E, se tem alguém que pode recolocar o América nos trilhos novamente, é ele. A história mostra isso.
Primeiro desafio
O primeiro desafio para o Coelho tentar iniciar uma reação na Série B será contra o Londrina, às 19h, nesta segunda-feira (13/7), na Arena Independência, em Belo Horizonte, pela 17ª rodada. Se vencer, a equipe poderá ao menos deixar a lanterna, já que a Ponte Preta, 19ª colocada com oito pontos, foi derrotada pelo Criciúma por 2 a 1, em Campinas.











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