Diretor do Flamengo contesta semiautomático e cobra CBF após polêmica contra o São Paulo


A principal crítica do dirigente foi relacionada ao funcionamento do impedimento semiautomático. Para Boto, a CBF precisa deixar mais claro o momento exato em que a linha é traçada para determinar uma posição irregular.

O gol de Samuel Lino poderia ter dado a vitória ao Flamengo no Maracanã, resultado que aproximaria o Rubro-Negro do líder Palmeiras. No entanto, após análise da tecnologia, a arbitragem apontou impedimento de Wallace Yan na origem da jogada e anulou o lance.

Segundo Boto, a imagem divulgada ao público não mostra o instante do passe, ponto considerado fundamental para a validação da decisão.

“Eu não sou especialista em arbitragem, nem especialista em tecnologia, mas há um ponto que tem que ser esclarecido: é quando é que aquela linha é traçada. Porque aquela linha, o fora de jogo, deve ser traçada no momento do passe. E isso nunca é visível nas imagens que eles nos dão”, afirmou.

O dirigente ainda comparou a exibição do recurso no Brasileirão com outros torneios e reforçou que a falta de detalhes aumenta os questionamentos sobre a ferramenta.

“Não temos a certeza nem sabemos, e eu não estou a duvidar que não seja, que aquela linha foi traçada na altura que o passe é feito, porque é esse que conta”, completou.

Para Boto, a transparência da tecnologia é essencial para diminuir as polêmicas envolvendo a arbitragem brasileira.

“A CBF e a Comissão de Arbitragem têm que esclarecer e dizer: está a ser traçado assim. Isso evita qualquer polêmica. O que se pede são critérios, critérios iguais, e isso não depende dos árbitros. Depende da Comissão de Arbitragem da CBF”, disse.



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