Flamengo e Cruzeiro se enfrentam nas oitavas de final da Libertadores em um confronto que desperta sentimentos distintos em Raul Plassmann. Ídolo das duas equipes, o ex-goleiro não titubeou ao revelar, em entrevista exclusiva ao Lance!, para quem estará torcendo no mata-mata continental.
Raul afirmou que sempre apoiará o Rubro-Negro. Na sequência, porém, chamou atenção ao justificar que não torce por clubes que possuem um proprietário, em referência ao modelo de SAF adotado pelo Cruzeiro. O ex-arqueiro foi além e explicou sua visão sobre clubes administrados por donos.
— Eu vou torcer para o Flamengo sempre. Inclusive, eu sou embaixador do Flamengo. Então é claro que vou torcer para o Flamengo ganhar.
— Independentemente disso, eu não vou torcer para clube que tem dono. Pelo menos, eu penso assim. Estranho, né? Você tem um dono. E o que o dono quer? Ganhar título? Ele fala que quer ganhar dinheiro, né? Claro, se eu fosse comprar um clube, eu ia querer faturar. Se desse para ser campeão também, tudo bem. Não é uma crítica, é um comentário para o pessoal refletir.
Na sequência, Raul também afirmou que, em um clube com proprietário, o torcedor perde força para questionar decisões da gestão.
— Se a torcida reclamar, ele vai dizer: “Cala a boca. Eu faço o que eu quiser, eu sou o dono do clube”. Aí você vai fazer o quê? Protestar? Vai dizer: “Não, aqui você não entra”? Não. Ele é o dono.
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Por fim, o ex-goleiro utilizou o Flamengo como exemplo para defender seu ponto de vista e questionou como funcionaria uma eventual venda de um clube associativo.
— Se o Flamengo, por exemplo, fosse vendido para alguém, esse dinheiro iria para quem? O Flamengo não tem dono. Para quem você paga? O Flamengo vale trilhões. Se eu quiser comprar o Flamengo, vou pagar para quem? É muito estranho.
Raul Plassmann construiu uma trajetória marcante tanto no Cruzeiro quanto no Flamengo. Pela equipe mineira, conquistou títulos importantes na década de 1960. Já pelo Rubro-Negro, integrou a geração histórica que venceu a Libertadores e o Mundial de 1981, consolidando seu nome entre os grandes ídolos da história do clube.












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