Cruzeiro, de Artur Jorge, e Flamengo, de Leonardo Jardim, empataram (1-1), na madrugada desta quarta-feira, no Mineirão, em jogo a contar para a primeira mão dos oitavos de final da Libertadores. Arroyo marcou um grande golo para a equipa da casa no início da segunda parte, mas Paquetá, recém-entrado, restabeleceu a igualdade, deixando a decisão da eliminatória para o jogo no Maracanã.
A primeira parte foi marcada pelo equilíbrio, embora a primeira grande oportunidade de golo tenha pertencido ao Cruzeiro. Logo aos seis minutos, Arroyo isolou Wesley nas costas de Emerson Royal, mas o avançado, em excelente posição, finalizou de peito para fora. A resposta do Flamengo surgiu aos 20 minutos, com um remate perigoso de Samuel Lino, defendido por Otávio. A partir daí, o jogo tornou-se mais tático e faltoso, com muitos erros de passe de ambas as equipas.
Nos minutos finais do primeiro tempo, o encontro voltou a ganhar emoção. Arroyo, aproveitando um erro de Jorginho, rematou cruzado ao lado. Pouco depois, foi a vez de Bruno Henrique, assistido por Arrascaeta, atirar rente ao poste. A falta de eficácia ditou o nulo ao intervalo.
Na segunda parte, apesar da pressão inicial do Flamengo, foi o Cruzeiro a inaugurar o marcador. Aos 53 minutos, Arroyo protagonizou uma excelente jogada individual, driblou Lino e, com o pé esquerdo, rematou forte para o fundo da baliza de Rossi. O golo galvanizou a equipa da casa, que, apoiada pelo seu público, viveu o seu melhor período no jogo.
Contudo, a reação do Flamengo foi eficaz. Leonardo Jardim fez alterações por volta dos 65 minutos e o resultado foi imediato. Na sequência de um lance de bola parada, Ortiz acertou na trave e, na recarga, Paquetá (67′), que tinha acabado de substituir Arrascaeta, rematou forte para o golo do empate.
Após o 1-1, o ritmo da partida diminuiu, com as duas equipas a mostrarem-se mais cautelosas. Ainda assim, surgiram algumas oportunidades, com destaque para um cabeceamento de Kaio Jorge que passou muito perto da baliza e um remate de Carrascal, já dentro da área, defendido por Otávio. Nos instantes finais, nenhuma das equipas quis arriscar, adiando a decisão da vaga para o encontro no Rio de Janeiro.
Palmeiras cede empata na compensação
O Palmeiras, de Abel Ferreira, empatou (1-1) com o Cerro Porteño, também para a Libertadores, num encontro disputado no Nubank Parque. Um autogolo de Carlos Miguel na compensaçõ anulou o golo inaugural de Flaco López e deixou a eliminatória totalmente em aberto para a segunda mão, em Assunção.
O verdão, dominou em volume de jogo, mas pecou na finalização, com vários remates a saírem fracos e sem a direção certa. Quando os remates iam na direção da baliza, o guarda-redes Roffo, do Cerro Porteño, mostrou-se intransponível. Apesar do maior número de remates, a melhor oportunidade da primeira parte pertenceu à equipa visitante. Após um erro de Murilo, Cecilio Domínguez isolou-se perante Carlos Miguel e pediu grande penalidade ao tentar driblar o guardião, mas a equipa de arbitragem mandou seguir o jogo.
No segundo tempo, o jogo tornou-se mais aberto. O Palmeiras desperdiçou várias ocasiões, com destaque para uma oportunidade flagrante de Arias, que, completamente livre após um cruzamento de Allan, rematou para fora. Pouco depois, o Cerro Porteño chegou a festejar um golo de Benítez, mas o lance foi invalidado por fora de jogo.
O cenário complicou-se para o Palmeiras quando Andreas Pereira foi expulso após um desentendimento com Klimowicz, aos 73′. Contudo, foi com 10 jogadores que a equipa da casa chegou ao golo, por intermédio do argentino Flaco López (82′), assistido por Marlon Freitas.
Quando a vitória parecia garantida, um erro de Carlos Miguel já na compensação (90+3′) resultou num autogolo que ditou o empate. Com este resultado, o Palmeiras está obrigado a vencer em Assunção para garantir a passagem à fase seguinte da competição.











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