
São Paulo, Brasil.
A guerra pública entre John Textor e Leila Pereira ficou no passado.
O norte-americano perdeu o controle do Botafogo.
E o clube carioca virou o maior fornecedor para o Palmeiras.
Giuliano Bertolucci é o maior empresário deste país.
Bilionário, costuma ser direto com seus jogadores.
Foi assim também com Danilo Santos.
Ter ficado na reserva e pouco utilizado por Carlo Ancelotti foi veneno para sua carreira.
A Copa do Mundo não trouxe os holofotes que o agente sonhava.
E os interessados no meio-campista seguiram os mesmos.
O Zenit, da Rússia, oferecendo R$ 3 milhões de salário.
E contrato de cinco anos.
E o Palmeiras, que acena com R$ 1,8 milhão.
Contrato de quatro anos.
No Botafogo, ele recebe R$ 1,5 milhão.
E tem contrato até julho de 2029.
O sonho de jogar no clube que iria ‘dominar a América do Sul’, como prometia John Textor, morreu.
O clube acumula mais de R$ 2,5 bilhões de dívidas, herança maldita do empresário norte-americano.
Este ano já ficou devendo três meses de direito de imagem.
E salários.
Houve um aporte, em caráter de urgência, do novo dono da SAF, a GDA Luma, empresa norte-americana de investimento, para que o clube não perdesse vários atletas, que articulavam entrar na justiça para conseguirem liberdade. Foram R$ 78 milhões.
O clube está em recuperação judicial.
Não há ambição esportiva relevante.
O caos que o Botafogo mergulhou abriu a chance para que o Palmeiras se reforçasse.
Há um personagem central nessa situação.
Anderson Barros.
O executivo do Palmeiras foi gerente de futebol do Botafogo.
E tem informações sobre seu ex-clube.
Por conta das amizades que deixou.
Foi assim que soube que Marlon Freitas e Barboza aceitariam trocar o clube que venceram a Libertadores em 2024 pelo clube de Leila Pereira.
As ofertas foram certeiras e contaram com a vontade dos jogadores.
A presidente palmeirense trata as situações como ‘oportunidades’ de mercado.
Como acontece agora com Danilo Santos.
O verstáti e talentoso meio-campista surgiu no Palmeiras.
O baiano foi muito feliz nas mãos de Abel Ferreira.
Acumulou títulos, valorização e aprimoramento técnico.
Ganhou Copa Libertadores da América: 2020 e 2021, Campeonato Brasileiro: 2022, Copa do Brasil: 2020, Recopa Sul-Americana: 2022Campeonato Paulista: 2022.
Em uma conversa franca com Bertolucci, encarou o cenário atual. Ganhar mais no Zenit, e ficar isolado no Campeonato Russo, já que, com a guerra entre Rússia e Ucrânia, as equipes russas e ucranianas estão proibidas de disputar os torneios europeus, como Champions e Liga Europa.
Ou jogar no Palmeiras, com chance enorme de vencer a Libertadores, lutar pelo Mundial de Clubes, voltar à Seleção. E ser vendido para um clube grande europeu.
A terceira via é ficar na instabilidade botafoguense. Com o time prometido por Textor já esfacelado. O elenco atual é absolutamente limitado. Não permite sonhos de conquista.
E o empresário não só aprova: quer o retorno ao clube paulista.
Anderson Barros tem conversado diariamente com Bertolucci. O empresário e o jogador já aceitaram, desde o final da Copa, a volta ao Palmeiras.

A direção do Botafogo sabe da vontade do atleta. E só quer ganhar o máximo que puder com sua saída. Ele não pode disputar mais nenhum jogo do Brasileiro com a camisa do time carioca, para não romper o limite de 12 jogos, que impediria que atuasse no Brasileiro pelo Palmeiras.
Inteligente, o incluiu no elenco reservado para a partida de hoje, contra o Vitória, no Rio.
O simples gesto fez com que o Palmeiras aumentasse em três milhões de euros sua proposta. Em vez dos 25 milhões de euros, R$ 144 milhões, oferece agora R$ 162 milhões, 28 milhões de euros. O Zenit segue firme: 30 milhões de euros, R$ 173 milhões.
Conselheiros ligados umbilicalmente a Leila Pereira garantiram ao blog que ela está incomodada com o leilão feito pelo Botafogo. Anderson Barros tem tentado acalmá-la.
E Abel Ferreira segue insistindo que seria um jogador fundamental para o Palmeiras lutar para ganhar a Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil. O técnico está voraz neste segundo semestre.
A tarde será decisiva.
Danilo já avisou a amigos da Mancha Verde que está fazendo o máximo para voltar ao Palmeiras.
A tendência é que acabe dando certo.
E ele se transforme no terceiro grande reforço que o Botafogo cede ao Palmeiras sete meses.
De grande rival, virou fornecedor…
Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.










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