O Atlético comemora, nesta sexta-feira (24/7), 13 anos do primeiro e único título da Libertadores do clube, conquistado em 2013. Foi em um 24 de julho, como hoje, que o Galo venceu o Olimpia (PAR) nos pênaltis e levantou o troféu mais cobiçado da América do Sul. Em entrevista ao Galocast, da Galo TV, os ídolos Victor e Leonardo Silva relembraram momentos marcantes da campanha, como por exemplo o gol de cabeça do zagueiro no segundo jogo da final, garantindo o 2 a 0 no placar, levando a partida para a prorrogação e posteriormente para as penalidades.
“Quando a gente está do outro lado do campo, você não tem a real noção do posicionamento da bola, do atleta, da distância para o gol. A gente tinha esse padrão do Rever e do Léo irem para o ataque quando precisávamos buscar a vitória. Quando a bola viaja e o Léo encosta, parece que a bola parou no ar. Eu só me dei conta que foi gol, quando eu vejo a bola batendo no canto da trave e ele sai comemorando. Aí a torcida explode no estádio e eu penso ‘essa bola entrou’. O gol do Léo acende a esperança de título. Parece que a bola não ia cair nunca de onde eu estava. Nem lembro pra onde eu corri, o que que eu fiz”, comentou Victor.
Leonardo Silva também falou sobre o gol diante do Olimpia e também a defesa de Victor no pênalti no último lance do tempo normal do segundo jogo das quartas de final contra o Tijuana, que garantiu o empate por 1 a 1 e a classificação para as semifinais. Mas o zagueiro ressaltou que outros jogadores também tiveram muita importância na conquista.
“Esses dois lances se tornaram uma marca. Quartas de final e na final. Então se tornam uma marca resumida de toda a história. Mas, a cada jogo, sempre teve um personagem, alguém que se destacou e decidiu um jogo. Na fase de grupos, o Bernard foi muito bem. O Jô também, brigando para ser artilheiro. Contra o Arsenal, o Bernard faz três gols. Na semifinal, o Guilherme faz o gol no jogo do apagão. Na final, o Michel, que pouco foi relacionado, disputou a decisão. Cada jogo tem sua história”, disse Léo Silva.
O título é lembrado até hoje pelos atleticanos e os jogadores ficaram eternizados na história do clube. Victor diz que até hoje é parado por torcedores que agradecem pelo o que fizeram em campo, e que a conquista teve a cara do que é ser Atlético.
“Por mais que o tempo passe, a relação não esfria, ela se aquece. Gratidão é a palavra que define muito bem o torcedor nesse sentido. Quando eu vou aos lugares, eles agradecem muito pelo o que fizemos, pelo o que representamos. Acho que foi um título que representou o que é ser atleticano. Sentimento de gratidão vem muito pelo torcedor se sentir representado por aqueles que estavam no Mineirão. Acho que é importante, para todo jogador que venha vestir essa camisa e possa ganhar novos títulos, entender o que é a cultura do futebol, o que é a história do Atlético e o que é vestir essa camisa”, concluiu Victor.











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