Lucas Villalba foi a principal novidade da escalação do Cruzeiro no empate sem gols com a Chapecoense, neste domingo (2), na Arena Condá, na ida das oitavas de final. O camisa 25 entrou na vaga de Gabriel Rojas e, pela primeira vez, foi titular na lateral esquerda da Raposa.
Ele já havia exercido a função em momentos esporádicos de outros jogos desde a chegada de Artur Jorge, mas teve, em solo catarinense, sua principal chance como lateral na Raposa.
Dentro de campo, o argentino foi seguro defensivamente e, apesar de ser zagueiro de origem, se apresentou para o ataque em diversos momentos. Ele deixou o campo aos 30 minutos do segundo tempo com dores nas duas pernas, mas não preocupa. Confira os números:
- 75 minutos em campo
- 0/2 desarmes ganhos
- 3 interceptações
- 3 cortes
- 2 recuperações de bola
- 1 chute defendido
- 6/9 duelos ganhos
- 92% de passes certos
- 0/7 cruzamentos certos
- 16 conduções
- 63 ações com a bola
- 1 finalização
Villalba celebra chance
A última partida de Villalba como titular havia sido 15 de abril, em derrota para a Universidad Católica-CHI, pela Copa Libertadores, ainda como zagueiro. O defensor celebrou a chance contra a Chapecoense falou sobre sua adaptação como lateral-esquerdo.
“Primeiramente estou muito feliz. Eram quase dois meses sem a chance de jogar oficialmente como titular. A verdade é que minha sensação é de felicidade, além de não ser na posição que habitualmente vinha jogando. Mais ou menos venho seguindo o trabalho de Kaiki, Rojas… é uma posição que já conheço, não jogo há tempos, mas conheço. Eu tenho minha avaliação, mas fica para mim, para não ser desrespeitoso com torcedor ou quem pense diferente. Como sempre falo, tento dar meu melhor na posição que o treinador me coloque, seja onde seja, sempre disposto a ajudar o time e o grupo”, disse Villalba na zona mista.
Durante a pausa para a Copa do Mundo, o Cruzeiro viu Kauã Prates e Kaiki saírem para o futebol europeu. Como reposição, o clube contratou Gabriel Rojas, do Racing-ARG, e decidiu adaptar Lucas Villalba e Kauã Moraes como alternativas.
Artur Jorge detalha o plano
Após a partida, Artur Jorge detalhou o plano que executou com a entrada de Villalba entre os titulares. O técnico apontou a necessidade de reforçar a defesa para enfrentar a Chape.
“O aspecto ofensivo era mais pedir capacidade física de chegar também ao último terço. Ser um jogador que pudesse estar envolvido nas ações ofensivos pelo lado esquerdo. Defensivamente, era acompanhar o jogo interior do Marcinho. A Chapecoense é uma equipe que procura muitas transições e o Marcinho utiliza muito de fora para dentro”, contou Artur Jorge.
“Nós queriamos um jogador que pudesse estar confortável também nas zonas interiores, acompanhando esse movimento e fazendo com que a equipe tombasse para a direita e nesse caso ficasse com uma linha de três zagueiros para controlar os três homens mais adiantados”, completou.










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