A CONMEBOL Sul-Americana 2026 retoma seu calendário nesta terça-feira (21/07/2026) com os jogos de ida dos playoffs das oitavas de final, fase que reúne equipes provenientes da Copa Libertadores e os segundos colocados da fase de grupos da competição. Entre os principais confrontos estão Nacional x Tigre, em Montevidéu; Lanús x Cienciano, na Argentina; e Boca Juniors x O’Higgins, em Buenos Aires. Os vencedores das três séries enfrentarão, respectivamente, Montevideo City Torque, Botafogo e Recoleta nas oitavas de final.
Playoffs definem os últimos classificados às oitavas
Os playoffs da Copa Sul-Americana são disputados em partidas de ida e volta entre os clubes que terminaram na terceira posição dos grupos da Copa Libertadores e os vice-líderes dos grupos da Sul-Americana. Os vencedores avançam às oitavas de final, etapa na qual já estão classificados os oito líderes da fase de grupos.
Os jogos de ida serão realizados entre 21 e 23 de julho, enquanto as partidas de volta ocorrerão entre 28 e 30 de julho. As oitavas de final propriamente ditas estão previstas para os períodos de 11 a 13 de agosto, nos confrontos de ida, e de 18 a 20 de agosto, nos jogos de volta.
A competição será encerrada em 21 de novembro de 2026, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla, na Colômbia. Além do título continental, o campeão receberá uma premiação de US$ 10 milhões, enquanto o vice-campeão ficará com US$ 2,5 milhões.
Nacional e Tigre abrem os playoffs em Montevidéu
O primeiro dos três confrontos será disputado nesta terça-feira, às 19h, no Estádio Gran Parque Central, em Montevidéu. Nacional e Tigre nunca se enfrentaram em uma partida oficial, circunstância que acrescenta um componente inédito à abertura dos playoffs.
O Nacional chegou à Sul-Americana depois de terminar em terceiro lugar no Grupo B da Libertadores, atrás de Coquimbo Unido e Deportes Tolima. O Tigre avançou como segundo colocado do Grupo A da Sul-Americana, superado pelo Macará, após garantir a classificação com uma vitória sobre o Alianza Atlético e ser beneficiado pelo empate do América de Cali na última rodada. O vencedor enfrentará o Montevideo City Torque nas oitavas.
As equipes chegam ao confronto sustentadas por desempenhos distintos, mas igualmente consistentes dentro de seus respectivos mandos. O Nacional não perdeu em casa durante a fase de grupos da Libertadores e conquistou, no Gran Parque Central, sete dos oito pontos somados no torneio. O Tigre, por sua vez, permaneceu invicto como visitante na Sul-Americana, com empates diante de Alianza Atlético, Macará e América de Cali.
Nacional mantém histórico favorável contra argentinos
O retrospecto do clube uruguaio em eliminatórias da Sul-Americana contra equipes argentinas é positivo. O Nacional venceu as três séries que disputou contra adversários do país: eliminou o Boca Juniors em 2006, o San Lorenzo em 2018 e o Unión de Santa Fe em 2022. Em todos esses confrontos, venceu a partida realizada em Montevidéu.
O clube também chega respaldado pelo desempenho apresentado como mandante na Libertadores de 2026. A equipe não esteve em desvantagem em nenhum de seus três jogos em casa, nos quais registrou duas vitórias e um empate.
No cenário doméstico, entretanto, a equipe uruguaia busca recuperação depois de somar apenas um ponto em seis possíveis, com empate sem gols diante do Danubio e derrota para o Wanderers. O treinador Jorge Bava tenta utilizar o torneio continental como ponto de retomada da temporada.
Tigre disputa primeiro confronto contra clube uruguaio
Para o Tigre, a partida terá dimensão histórica. Será o 44º jogo do clube em competições organizadas pela CONMEBOL e o primeiro contra uma equipe uruguaia.
A equipe argentina já venceu adversários de sete países em torneios continentais: Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Venezuela. O clube foi vice-campeão da Sul-Americana em 2012, quando perdeu a decisão para o São Paulo.
Entre os destaques ofensivos está David Romero, único jogador a marcar mais de um gol após conduções de bola de pelo menos cinco metros na fase de grupos da Sul-Americana 2026. Os dois gols foram anotados fora de casa, contra América de Cali e Macará.
Lanús inicia defesa do título diante do Cienciano
Na quarta-feira (22/07/2026), às 21h30, o Lanús receberá o Cienciano no Estádio Ciudad de Lanús, conhecido como La Fortaleza. O confronto reúne dois campeões da competição e será o primeiro encontro entre as equipes em torneios organizados pela CONMEBOL.
O Lanús chega aos playoffs após terminar em terceiro lugar no Grupo G da Libertadores, atrás de LDU e Mirassol. O Cienciano avançou como vice-líder do Grupo B da Sul-Americana, superado pelo Atlético Mineiro. O vencedor da série terá o Botafogo como adversário nas oitavas de final.
Campeão em 2013 e 2025, o Lanús inicia a defesa do título continental conquistado diante do Atlético Mineiro. Na decisão de 2025, disputada em Assunção, o clube argentino venceu nos pênaltis por 5 a 4 após empate sem gols. Posteriormente, o Granate também conquistou a Recopa Sul-Americana de 2026.
La Fortaleza amplia vantagem argentina
O mando de campo aparece como um dos principais fatores da série. Durante a fase de grupos da Libertadores, o Lanús venceu suas três partidas como mandante por 1 a 0, sem sofrer gols.
O clube também registra quatro vitórias consecutivas contra adversários peruanos na Sul-Americana. A única eliminatória disputada pelo Lanús contra uma equipe do Peru ocorreu em 2018, quando eliminou o Sporting Cristal por 5 a 4 no placar agregado.
A principal ausência será o meio-campista Marcelino Moreno, submetido a uma cirurgia em razão de uma metatarsalgia no pé esquerdo. Para reforçar o setor ofensivo, o clube contratou o paraguaio Allan Wlk e reintegrou Alexis Segovia após o período de empréstimo ao Atlético Tucumán.
Cienciano tenta recuperar força fora de Cusco
Campeão da Copa Sul-Americana de 2003, após superar o River Plate na final, o Cienciano permanece como o único clube peruano vencedor de uma competição internacional oficial.
O desempenho recente como visitante, contudo, representa o principal obstáculo para a equipe. Na fase de grupos de 2026, o clube empatou com o Juventud e perdeu para Academia Puerto Cabello e Atlético Mineiro, marcando apenas um gol e sofrendo seis.
O histórico contra argentinos em eliminatórias apresenta resultados relevantes. O Cienciano venceu duas das três séries disputadas: a final da Sul-Americana de 2003 contra o River Plate e a Recopa de 2004 diante do Boca Juniors, definida nos pênaltis após empate por 1 a 1.
Lanús busca ampliar marca ofensiva
Além da classificação, o Lanús pode alcançar uma marca histórica na competição. O clube soma 125 gols na Copa Sul-Americana, dois a menos que o Independiente, com 127, e quatro abaixo do São Paulo, com 129.
A LDU ocupa a liderança histórica da competição, com 152 gols. Uma atuação ofensiva eficiente contra o Cienciano poderá colocar o Granate entre os três clubes com maior número de gols na história do torneio.
Na Libertadores de 2026, todos os três gols marcados pelo Lanús durante a fase de grupos surgiram em jogadas de bola parada: dois após escanteios e um em cobrança de falta. Os três lances abriram o placar e determinaram vitórias por 1 a 0 sobre Mirassol, LDU e Always Ready.
Boca Juniors recebe O’Higgins na La Bombonera
O último dos três confrontos será realizado na quinta-feira (23/07/2026), às 21h30, na La Bombonera. Boca Juniors e O’Higgins disputarão o primeiro confronto oficial entre os clubes.
O Boca chegou aos playoffs depois de terminar em terceiro lugar no Grupo D da Libertadores, atrás de Universidad Católica e Cruzeiro. O O’Higgins somou dez pontos e foi o segundo colocado do Grupo C da Sul-Americana, atrás do São Paulo e à frente de Millonarios e Boston River. O vencedor enfrentará o Recoleta, do Paraguai.
Bicampeão da Sul-Americana em 2004 e 2005, o Boca tenta retomar seu protagonismo no torneio. A participação mais recente ocorreu em 2024, quando a equipe foi eliminada nas oitavas de final.
Retrospecto contra chilenos favorece o Boca
O histórico do Boca Juniors contra clubes chilenos permanece favorável, embora tenha sido modificado pela derrota por 1 a 0 para a Universidad Católica, em 28 de maio de 2026, pela Libertadores.
Após esse resultado, o clube passou a contabilizar 37 partidas contra equipes do Chile em competições continentais, com 24 vitórias, cinco empates e oito derrotas. Na condição de mandante, são 18 confrontos, com 13 vitórias, quatro empates e uma derrota.
Em eliminatórias, o Boca venceu as quatro séries mais recentes disputadas contra adversários chilenos. A sequência inclui a semifinal da Sul-Americana de 2005 contra a Universidad Católica e a semifinal da Libertadores de 2012 diante da Universidad de Chile.
Mudança de treinador marca preparação argentina
O Boca será dirigido por Rodolfo Arruabarrena, que iniciou sua segunda passagem pelo clube após substituir Claudio Úbeda. O treinador assinou contrato até dezembro de 2027 e começou o novo período com duas vitórias sem sofrer gols.
A equipe venceu o Athletico Paranaense por 1 a 0 em amistoso e superou o Sarmiento por 2 a 0 na Copa Argentina, com gols de Alan Velasco e Leonel Flores.
O elenco também passou por alterações. O clube contratou o lateral uruguaio Leandro Lozano, o goleiro colombiano Álvaro Montero e confirmou o retorno de Sebastián Villa. Edinson Cavani, Ander Herrera, Nicolás Orsini e Agustín Martegani deixaram a equipe.
O’Higgins tenta transformar regularidade em classificação
O O’Higgins iniciou sua campanha continental na Libertadores, eliminou o Bahia nos pênaltis, mas acabou superado pelo Deportes Tolima antes da fase de grupos.
Transferida para a Sul-Americana, a equipe chilena obteve duas vitórias determinantes sobre o Millonarios: 2 a 0 em Rancagua e 2 a 1 em Bogotá, na última rodada da fase de grupos. O desempenho garantiu a segunda colocação da chave.
O principal jogador da campanha foi Francisco González, com dois gols e quatro assistências. O atleta também liderou a fase de grupos em conduções de bola concluídas no terço ofensivo, com 47 ações, quatro delas encerradas dentro da área adversária.
A equipe permaneceu 279 minutos em vantagem no placar durante a fase de grupos, a quarta maior marca entre os participantes. O clube venceu todas as três partidas em que abriu o marcador, duas contra o Millonarios e uma diante do Boston River.
O O’Higgins chega à Argentina depois de vencer três de seus últimos quatro jogos, incluindo triunfos sobre Colo-Colo e Unión Española e a classificação nos pênaltis contra o Ñublense pela Copa da Liga chilena.
Linha do tempo dos três confrontos
- 21/07/2026, às 19h: Nacional x Tigre, no Gran Parque Central, em Montevidéu.
- 22/07/2026, às 21h30: Lanús x Cienciano, no Estádio Ciudad de Lanús.
- 23/07/2026, às 21h30: Boca Juniors x O’Higgins, na La Bombonera.
- 28/07/2026, às 21h30: Tigre x Nacional, no Estádio José Dellagiovanna.
- 29/07/2026, às 19h30: Cienciano x Lanús, no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco.
- 30/07/2026, às 20h30: O’Higgins x Boca Juniors, no Estádio Codelco El Teniente, em Rancagua.
- 11 a 13/08/2026: jogos de ida das oitavas de final.
- 18 a 20/08/2026: jogos de volta das oitavas de final.
- 21/11/2026: final da Copa Sul-Americana, em Barranquilla.
Os três confrontos colocam frente a frente clubes de diferentes tradições, estruturas e momentos competitivos. Boca Juniors, Nacional e Lanús entram nas séries com a vantagem de decidir a primeira partida em estádios historicamente relevantes, mas precisarão administrar o resultado fora de casa. O sistema de ida e volta limita o peso de uma vitória isolada e exige equilíbrio entre iniciativa ofensiva, controle territorial e segurança defensiva.
Lanús apresenta o desempenho recente mais consistente como mandante, sustentado por três vitórias sem sofrer gols na fase de grupos da Libertadores. O Boca possui o maior peso histórico, mas atravessa uma reorganização técnica e de elenco. O Nacional, por sua vez, tenta transferir para a competição continental a solidez demonstrada em Montevidéu, diante de um Tigre que ainda não perdeu como visitante nesta edição.
A definição das séries determinará adversários de três equipes já classificadas: Montevideo City Torque, Botafogo e Recoleta. O desempenho nos jogos de ida poderá estabelecer vantagens importantes, mas a classificação somente será decidida entre 28 e 30 de julho. Permanecem sob atenção a adaptação dos reforços, as mudanças nos comandos técnicos, a capacidade dos visitantes de resistir à pressão inicial e o impacto dos desfalques na organização tática das equipes.











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