O Botafogo precisa de um verdadeiro milagre para se classificar para as quartas de final da Copa Sul-Americana. A goleada de 6 a 1 para o Cienciano, gerada por uma série de fatores negativos, exige uma virada histórica. Mas o Glorioso conseguiu isso em um ano que foi campeão sul-americano. Falo da Copa Conmebol de 1993.
Uma virada sobre o Cienciano vai depender de uma série de fatores. Mas recorrer ao passado para se inspirar vale à pena. O ano era 1993, como falamos, e, nas semifinais, o Botafogo perdeu de 3 a 1 na ida para o Atlético-MG em Minas Gerais. Para ser finalista, apenas ganhando por dois gols de diferença no Estádio Caio Martins.
Botafogo passou pelo Atlético-MG

Sei que diferença de três gols é metade do que o Botafogo precisa agora. Mas também sei que Cienciano não é Atlético-MG. Além disso aquele time entrou em campo com titulares sem muita expressão. Era um time tecnicamente até mesmo fraco, apesar de muito guerreiro. A equipe de hoje, mesmo com carências, tem mais qualidade técnica. Precisa transformar isso em garra e bom futebol.
Em 1993 na semana antes do jogo a imprensa tratava a situação como definida. O Botafogo, nas últimas colocações do Campeonato Brasileiro, não passava confiança. Mas o que se viu em campo foi outra história.
Viarada histórica do Botafogo tinha Torres de técnico

O Botafogo venceu o Atlético-MG por 3 a 0 no jogo da volta. Sinval, Rogério Pinheiro e Eliel anotaram os gols do jogo. O Glorioso formou com William Bacana, Perivaldo, André, Rogério Pinheiro e Clei; Nélson, Suélio e Eliel; Aléssio (Marcos Paulo), Sinval e Marcelo Costa (Fabiano). O técnico era Carlos Alberto Torres.
MAIS! O constrangedor silêncio que atormentou o Botafogo
Na final o Botafogo se sagrou campeão nos pênaltis como todos sabem. Empatou por 1 a 1 com o Peñarol em Montevidéu e depois os times ficaram no 2 a 2 no Maracanã. Nas penalidades brilhou William Bacana. Quem sabe o atual time não se inspira nesta tropa.











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