Santos garante vaga nas quartas de final com a defesa mais sólida da Copa do Brasil


O Santos garantiu sua classificação para as quartas de final da Copa do Brasil 2026 com gol de Rony e bela assistência de Neymar, mostrando mais uma vez o potencial ofensivo do atual elenco. No entanto, se o ataque do Alvinegro Praiano tem nomes de peso na busca pelas redes, o verdadeiro segredo do sucesso santista até aqui na competição está na defesa.

As estatísticas confirmam esta tese, pois o Peixe avançou no torneio ostentando o posto de time com menos gols sofridos em toda a Copa do Brasil 2026. A vaga veio acompanhada de marcas defensivas expressivas, confirmando que a equipe da Vila Belmiro se transformou em uma trincheira perigosa em jogos de mata-mata.

O sucesso defensivo do Santos na Copa do Brasil em números

  • Jogos disputados: 4 partidas
  • Campanha invicta: 2 vitórias, 2 empates e 0 derrotas (66.7% de aproveitamento)
  • Gols marcados: 3 gols
  • Gols sofridos: 0 gols
  • Volume ofensivo e defensivo: 4 grandes chances criadas e apenas 4 grandes chances concedidas
  • Eficiência de finalização: 18.3 finalizações necessárias para marcar gol
  • Domínio territorial: 57.5% de posse de bola em média

Por que a defesa do Santos está tão sólida na Copa do Brasil?

Manter a baliza zerada ao longo de quatro confrontos decisivos não é obra do acaso, pois a organização tática implementada por Cuca transformou a estrutura sem bola do Peixe em um modelo de consistência e competitividade de mata-mata.

Com uma média de 57.5% de posse de bola, o Santos de Cuca utiliza o controle da pelota como ferramenta de proteção. Ao reter a posse no meio-campo, a equipe dita o ritmo dos confrontos e reduz drasticamente o tempo em que fica exposta aos ataques adversários.

Corredores centrais fechados

Ou seja, o Santos está aceitando ceder espaços em zonas periféricas do campo, mas consegue fechar completamente os corredores centrais e as infiltrações em velocidade. Os jogos disputados contra Coritiba e Remo tiveram exatamente o mesmo cenário.

Por fim, marca registrada dos trabalhos de Cuca, a equipe atua com forte intensidade nos duelos individuais e rápida recomposição em bloco médio-baixo. A dupla de volantes formada por João Schmidt e Oliva fechou as linhas de passe verticais contra o Remo e auxiliou na proteção dos zagueiros Frias e Ananias nas coberturas dos laterais Escobar e Gabriel Menino, neutralizando os contra-ataques adversários antes mesmo que os adversários chegassem ao último terço do campo.



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