O Diretor de Investimentos da Sygnum, Fabian Dori, concordou que a relação entre bancos e criptomoedas mudou.
“A antiga estratégia de ‘comprar bitcoin, vender os banqueiros’ acabou: os bancos passaram de resistir aos ativos digitais para construí-los, possibilitá-los ou distribuí-los por meio de custódia, tokenização e negociação regulamentada,” disse Dori.
Ele atribuiu a mudança à demanda dos clientes e a regras mais claras, classificando-a como estrutural em vez de cíclica.
Entre os primeiros bancos a entrar estavam o Swissquote, que adicionada negociação de bitcoin em 2017, DBS em 2020 e BBVA em 2021. BNY Mellon iniciou institucional custódia de criptomoedas em 2022, o mesmo ano em que o Nubank lançou a negociação de bitcoin e ether e o LGT adicionou serviços de cripto.
St.Galler Kantonalbank e Santander seguido em 2023, enquanto a Zürcher Kantonalbank adicionou negociação de varejo em 2024, antes de outros grandes players da indústria financeira, incluindo Standard Chartered, Charles Schwab, SoFi e Morgan Stanley entrou no espaço.
Nathan McCauley, CEO da Anchorage Digital, afirmou, por sua vez, que a sua carteira de clientes tem refletido cada vez mais a convergência entre as finanças tradicionais e as descentralizadas nos últimos dois anos.
Grandes instituições financeiras estão formando parcerias com provedores especializados em vez de construir suas próprias infraestruturas, afirmou ele. Ainda assim, a tokenização de ativos do mundo real e a criação de wrappers cripto por grandes gestores de ativos demonstram que dois mundos estão cada vez mais se tornando um só.








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