BTC reage após mínima próxima de US$ 62,2 mil, enquanto compradores tentam defender a faixa entre US$ 62 mil e US$ 65 mil
O Bitcoin hoje (3) opera em leve alta e recupera parte das perdas registradas no início do dia, mas continua abaixo da média móvel simples de 200 semanas, referência técnica situada próxima dos US$ 63,5 mil.
Por volta das 14h15, o Bitcoin avançava 0,45%, cotado a US$ 63.801,72. A criptomoeda chegou a cair para perto de US$ 62,2 mil durante a manhã, antes de acelerar a recuperação e alcançar a região dos US$ 63,8 mil.
Apesar da reação intradiária, o BTC acumula queda de aproximadamente 4% nos últimos sete dias. O mercado acompanha a capacidade dos compradores de sustentar a faixa entre US$ 62 mil e US$ 65 mil, além dos juros de longo prazo dos Estados Unidos e dos fluxos dos ETFs.
Bitcoin hoje recupera US$ 63 mil após mínima perto de US$ 62,2 mil
O Bitcoin iniciou o dia próximo dos US$ 63,5 mil, mas perdeu força durante a madrugada e chegou a negociar perto dos US$ 62,2 mil.
A recuperação ganhou intensidade durante a tarde, levando a cotação novamente para cima dos US$ 63 mil. O ativo, contudo, ainda busca se firmar acima da média móvel simples de 200 semanas.
Segundo Fabricio Tota, VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, essa referência está atualmente próxima dos US$ 63,5 mil.
“O ponto técnico mais importante é que o BTC voltou a operar abaixo da média móvel simples de 200 semanas. Para melhorar o cenário, o primeiro passo é simples: o Bitcoin precisa voltar para cima dessa média”, afirma.
Caso o ativo não consiga preservar essa região nos próximos dias, Tota aponta os US$ 60 mil e, posteriormente, os US$ 58 mil como possíveis faixas de atenção.
A Bitfinex também destaca que o Bitcoin registrou dois fechamentos diários consecutivos abaixo dos US$ 63 mil, enfraquecendo o cenário de curto prazo.
Juros longos dos EUA pressionam o Bitcoin
Apesar da queda do petróleo, os juros de longo prazo dos Estados Unidos continuam entre os fatores de cautela.
O rendimento dos títulos americanos de 30 anos superou 5,2%, maior patamar desde 2007, segundo a análise do Mercado Bitcoin.
A Bitfinex também chama atenção para o juro real dos títulos protegidos contra a inflação. Em 30 de julho, o rendimento das TIPS de dez anos estava em 2,41%, próximo da marca de 2,5%.
A corretora considera que a permanência acima desse patamar por duas semanas poderia enfraquecer o ambiente macroeconômico que ainda oferece sustentação ao Bitcoin.
Juros reais mais elevados aumentam o retorno oferecido pela renda fixa americana e o custo de oportunidade de manter ativos que não geram rendimento.
“Para o Bitcoin, isso pesa no curto prazo. Juros mais altos tornam a renda fixa americana mais atrativa e reduzem a liquidez disponível para ativos como cripto”, afirma Tota.
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Caso Coldcard envolve custódia, não a rede Bitcoin
O mercado também repercutiu um problema relacionado a determinados modelos e versões da carteira física Coldcard.
Segundo a análise do Mercado Bitcoin, a falha teria afetado a geração de algumas chaves privadas, reduzindo a imprevisibilidade das frases de recuperação criadas pelos dispositivos envolvidos.
“O problema esteve na geração das chaves por determinados modelos e versões da carteira. A blockchain do Bitcoin não foi quebrada. A criptografia do Bitcoin não foi quebrada”, afirma Tota.
A estimativa apresentada pelo executivo aponta aproximadamente US$ 70 milhões em fundos afetados até o momento.
O caso reforça a diferença entre uma vulnerabilidade em um dispositivo de custódia e uma falha no protocolo do Bitcoin. A rede continuou funcionando normalmente, enquanto o risco ficou concentrado nas chaves produzidas pelos equipamentos envolvidos.










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