Méliuz (CASH3) Conclui Recompra de Ações e Amplia Estratégia com Bitcoin


Na quarta-feira (5), a Méliuz (CASH3) comunicou ao mercado a conclusão do seu primeiro programa de recompra de ações, quando a empresa usa dinheiro em caixa para comprar suas próprias ações no mercado. O programa, lançado em outubro de 2025, resultou no cancelamento de 9.131.725 ações ordinárias em apenas nove meses de execução.

Com o cancelamento, o capital social da companhia passa a ser dividido em 104.171.852 ações ordinárias. A redução equivale a 8,1% do total de papéis em circulação. Segundo a empresa, o movimento gerou um ganho de representatividade de 8,46% para os acionistas que permaneceram na base desde o início do programa.

A Méliuz também associa o resultado a uma métrica própria, batizada de Bitcoin Yield, que mede o crescimento da exposição à criptomoeda por ação. O indicador atingiu 8,46% desde o início do programa, ou 11,43% em termos anualizados.

Novo programa mira 10% do free float

Agora, o Conselho de Administração aprovou a abertura de um novo programa de recompra. A companhia poderá adquirir até 8.105.834 ações ordinárias, volume que representa 10% do free float atual.

A Administração justifica a decisão com quatro argumentos. O primeiro é o desempenho operacional recente – EBITDA ajustado de R$ 109,6 milhões nos últimos doze meses encerrados no segundo trimestre de 2026, alta de 74% na comparação anual. O segundo é a posição financeira da empresa, com cerca de R$ 258,8 milhões em ativos líquidos entre moeda fiduciária e Bitcoin. O terceiro é a ausência de dívidas. O quarto é a avaliação de que o valor atual das ações não reflete os fundamentos do negócio.

O novo programa terá prazo de até 18 meses, com execução prevista entre 5 de agosto de 2026 e 5 de fevereiro de 2028. Itaú Corretora e BTG Pactual atuarão como instituições intermediárias. Inicialmente, a companhia pretende operar por meio de contratos de derivativos com liquidação exclusivamente financeira, mantendo em aberto a possibilidade de usar outras modalidades previstas na regulamentação.

Segundo o comunicado, 81.058.346 ações estão atualmente em circulação no mercado. A Méliuz não possui ações em tesouraria.

Em paralelo à recompra, a Méliuz anunciou a ampliação de sua estratégia de tesouraria em Bitcoin. O objetivo declarado é elevar a exposição à criptomoeda por ação, mantendo o foco na alocação eficiente de capital.

A companhia passa a avaliar de forma integrada suas disponibilidades em moeda fiduciária, seus ativos em Bitcoin e instrumentos financeiros associados. Essa liquidez poderá apoiar tanto o programa de recompra quanto movimentos para otimizar a estrutura de capital ou ampliar a exposição à criptomoeda, conforme condições de mercado.

A empresa também prevê o uso de instrumentos derivativos referenciados em Bitcoin. Entre as operações citadas estão a compra de opções de compra, a venda de opções de compra cobertas e a venda de opções de venda garantidas por caixa. Segundo a Méliuz, essas operações serão conduzidas sem alavancagem, dentro de critérios de gestão de risco e governança já estabelecidos pela companhia.

Para a Administração, as mudanças representam um avanço na disciplina de gestão de tesouraria, com potencial de fortalecer os fundamentos da companhia no longo prazo.



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