Bradesco amplia custódia para moedas digitais, stablecoins e ativos tokenizados | Criptomoedas


O Bradesco anunciou nesta quarta-feira (12) que passa a oferecer custódia institucional para ativos digitais, em uma iniciativa voltada a investidores profissionais, gestores de recursos, fundos de investimento, empresas do mercado financeiro e tesourarias corporativas. A nova estrutura foi desenvolvida para a guarda e gestão de moedas digitais, stablecoins e outros ativos tokenizados.

A entrada do banco nesse segmento ocorre em um momento de maior demanda por infraestrutura institucional no mercado de ativos digitais, especialmente em áreas como governança, segurança, compliance e controle operacional. A Foxbit, corretora brasileira de criptomoedas, será o primeiro cliente a utilizar o serviço.

Segundo o Bradesco, a estrutura contará com monitoramento contínuo de transações e carteiras, trilhas de auditoria, controles operacionais e capacidade de integração com diferentes participantes do ecossistema financeiro. A proposta é oferecer um ambiente de custódia compatível com os padrões exigidos em serviços financeiros tradicionais.

“A ampliação do serviço de custódia para ativos digitais leva a experiência do Bradesco para um mercado em rápida evolução e com crescente participação institucional”, afirmou Ricardo Barbieri, diretor do Bradesco, em nota. Segundo ele, o objetivo é oferecer aos clientes a mesma governança, segurança e confiabilidade das operações tradicionais de custódia do banco.

Para Ricardo Dantas, CEO da Foxbit, a relação com o Bradesco reflete a aproximação entre bancos e empresas especializadas em ativos digitais. “Uma parceria com uma instituição do porte do Bradesco exige uma régua elevada de governança, segurança, compliance e robustez operacional”, afirmou.

Segundo Dantas, a Foxbit vem investindo nessas frentes para atender aos requisitos do sistema financeiro tradicional. O executivo afirma que a empresa também construiu infraestrutura para que grandes instituições possam usar suas soluções de liquidez, ativos digitais, pagamentos e integrações no desenvolvimento de produtos e serviços próprios.

“Essa relação mostra como bancos e empresas especializadas em ativos digitais estão cada vez mais conectados e como a Foxbit está preparada para atuar nos dois lados dessa transformação”, disse Dantas.



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