Brasil está entre os países mais violentos para holders de cripto, que já perderam R$ 150 milhões — TradingView News


Os ataques violentos contra pessoas que possuem criptomoedas continuam crescendo em diferentes partes do mundo. Segundo o 2026 Mid-Year Crypto Crime Report, da Chainalysis, criminosos já roubaram mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 150 milhões, em conversão aproximada) apenas no primeiro semestre de 2026. Caso esse ritmo seja mantido até o fim do ano, o volume efetivamente roubado poderá superar o registrado em 2025, que atualmente representa o maior total anual observado pela empresa.

O levantamento também coloca o Brasil entre os quatro países com maior número acumulado de ocorrências registradas desde 2023, ao lado de França, Estados Unidos e Tailândia. Segundo o relatório, o dado reforça que esse tipo de crime deixou de ser um fenômeno isolado e passou a afetar diferentes mercados de criptomoedas ao redor do mundo.

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Uma das principais mudanças identificadas pelo relatório é o perfil das vítimas. Se, em 2021, familiares e pessoas próximas praticamente não apareciam entre os alvos, em 2026 eles passaram a representar entre 25% e 30% dos casos registrados.

No Brasil, o estudo também aponta que, entre os casos em que foi possível identificar a residência da vítima, 82% envolveram moradores do próprio país, indicando que os ataques tendem a atingir pessoas que vivem localmente.

Outra tendência observada é o crescimento das invasões a residências. Esse tipo de ocorrência representava 26% dos casos registrados em 2023 e passou para 37% em 2026, tornando-se cada vez mais frequente entre os ataques analisados pela Chainalysis.

Os sequestros continuam sendo a categoria mais recorrente, respondendo por 52% dos incidentes registrados em 2026. O relatório observa, entretanto, que algumas ocorrências apresentam características de mais de uma categoria e que diferentes metodologias podem classificá-las de formas distintas.

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Número de ataques cresce, mas criminosos têm menos sucesso

Apesar do aumento das ocorrências, a Chainalysis identifica uma queda na proporção de ataques que resultam em pagamento.

Até o fim de junho de 2026, apenas 12 dos 46 casos conhecidos terminaram com transferência de recursos aos criminosos, o equivalente a 26% das tentativas. Em comparação, essa taxa foi de 49% em 2025 e de 67% em 2024.

O relatório destaca que os mais de US$ 30 milhões efetivamente roubados em 2026 representam apenas parte do impacto financeiro desses ataques.

Quando a análise inclui também valores exigidos pelos criminosos, tentativas que não resultaram em pagamento, recursos posteriormente congelados e ativos recuperados, os montantes associados às ocorrências chegam a aproximadamente US$ 316 milhões em 2024, US$ 180 milhões em 2025 e US$ 107 milhões até meados de 2026. Segundo a Chainalysis, esses números provavelmente permanecem subestimados, uma vez que muitos casos não são reportados publicamente.

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Embora os ataques tenham se tornado mais sofisticados e violentos, o relatório destaca que a transparência das blockchains continua sendo um diferencial importante para as investigações.

O monitoramento on-chain permite acompanhar o caminho percorrido pelos ativos após o roubo, identificar conexões entre diferentes carteiras e, em alguns casos, apoiar o congelamento ou a recuperação dos recursos. Segundo a Chainalysis, esse tipo de inteligência tem contribuído para ampliar a capacidade de resposta de autoridades e instituições responsáveis pela investigação desses crimes.



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