Wall Street reescreveu as regras das criptomoedas com cheques de US$ 11,2 bilhões


Nos primeiros seis meses de 2026, a indústria de criptomoedas arrecadou 11,2 bilhões de dólares. Nenhum centavo desse valor foi destinado aos experimentos permissionless e não governados, sobre os quais os ativos digitais deveriam ter sido construídos.

“Há uma ironia no cerne do cripto, e foi preciso um conjunto de dados de US$ 11,2 bilhões para torná-la evidente,” disse Irina Heaver, advogada de cripto sediada em Dubai e fundadora da NeosLegal. “A indústria nasceu de uma única promessa: sem permissões. Dinheiro e mercados que não respondem a nenhum guardião.”

Heaver e sua equipe coletaram dados que podem, nas palavras dele, indicar que “a era sem permissões do cripto acabou.”

A NeosLegal acompanhou todas as rodadas de financiamento cripto divulgadas entre janeiro e junho de 2026. Um total de 377 rodadas de financiamento ocorreram, afirmou Heaver via Telegram. Os três principais setores por capital arrecadado foram pagamentos e stablecoins com US$ 3,7 bilhões, mercados de previsão com US$ 2 bilhões e exchanges de criptomoedas e plataformas de negociação com US$ 1,7 bilhão. Todos os três exigem aprovação regulatória para operar, observou ela.

“O dinheiro parou de perseguir negócios sem permissão,” disse Heaver. “Agora está perseguindo empresas regulamentadas.”

Os mercados de previsão assumiram a dianteira

Os mercados de previsão reforçaram o ponto. Kalshi levantou US$ 1 bilhão em maio, em uma rodada que contou com a participação da Sequoia Capital, Morgan Stanley, Ark Invest e Andreessen Horowitz (a16z), entre outros. Polymarket levantou US$ 600 milhões da Intercontinental Exchange (ICE), a empresa que possui a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Os mercados de previsão atraíram capital em todos os meses do primeiro semestre de 2026 — totalizando 34 rodadas em seis meses, acrescentou ela.



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